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Estado usa lei de covid-19 para requerer estoque de máscaras da 3M

Ao menos 500 mil máscaras foram confiscadas para uso no combate ao novo coronavírus em São Paulo

| ACidadeON Campinas

Caminhão do Estado foi recolher máscaras de empresa que fica em Sumaré(Foto: Denny Cesare/Código19) 

*Esta matéria foi atualizada às 19h20 desta sexta (27) 

O governo estadual de São Paulo decidiu nesta sexta-feira (27) requerer 500 mil máscaras da empresa 3M, em Sumaré, para o enfrentamento do novo coronavírus. O recolhimento foi feito por meio da Lei Federal 13979, de enfrentamento de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia de covid-19.

O caminhão do governo chegou à sede da empresa na tarde desta sexta. É a primeira vez que o Estado usa a lei, que prevê a requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa.

A empresa teria se recusado a colaborar com o fornecimento das máscaras para o enfrentamento do novo coronavírus. A ação estadual foi ainda acompanhada por duas viaturas da Polícia Civil e duas da Polícia Rodoviária Federal.

Em nota oficial, o governo estadual disse que a ação foi organizada pelas Secretarias de Estado da Saúde e de Governo e que tomou "uma medida administrativa de caráter excepcional para, em situações de urgência, fazer frente a necessidades coletivas prementes e superar iminente perigo público, assegurada indenização ulterior, se houver dano".


O Estado solicitou ainda que a 3M contribua nas medidas de enfrentamento ao coronavírus, liberando as máscaras. No Estado de São Paulo, a covid-19 já mata uma pessoa a cada 2h20. De acordo com balanço da Secretaria de Estado da Saúde, já são 68 óbitos no Estado e 1.223 casos confirmados da doença.   

Por volta de 19h20 desta sexta, a reportagem da EPTV Campinas apurou que o caminhão seguia na empresa e a 3M fazia levantamento do estoque (veja abaixo nota oficial da empresa).

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OUTRO LADO

Em nota oficial, a 3M disse que vem recebendo diversas solicitações de respiradores, de órgãos públicos do país e que, em relação à ação do governo de São Paulo, a empresa disse que já havia se comprometido com o fornecimento de 120 mil respiradores em abril e que aprovou a expansão deste volume para 500 mil. Isso, segundo a empresa, estava aguardando apenas a colocação do pedido por conta do governo.

A empresa disse ainda que causou surpresa a ação do governo estadual e que aumentou sua produção, além de investir esforços desde o início do surto. "(A empresa) trabalha para fornecer a todos dentro de sua capacidade produtiva e está comprometida a continuar apoiando e colaborando com a saúde pública no que se refere ao coronavírus"

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