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Covid-19: Unicamp permite que alunos tranquem semestre

Medida é para ajudar estudantes que não podem ou não conseguem fazer aulas on-line; universidade também estuda criar disciplina de ajuda humanitária

| ACidadeON Campinas -

Unicamp flexibilizou estudo para poupar estudantes durante crise do coronavírus (Foto: Divulgação/Unicamp) 

Por conta das aulas suspensas e muitas delas feitas on-line, a Unicamp, em Campinas, decidiu permitir que os estudantes tranquem os semestres das disciplinas que estavam fazendo desde o começo do ano. A afirmação foi feita pelo reitor Marcelo Knobel, em live direcionada aos membros do Consu (Conselho Universitário) na terça-feira (31) e divulgada nesta quarta (1º) no Facebook oficial da Unicamp.

Segundo ele, a universidade tem tentado ser o mais flexível possível para não prejudicar os alunos. "Caso eles não se sintam à vontade, não queiram fazer ou sejam contra (as aulas on-line), não tenham condições sócio-econômicas, ou computador, podem trancar o semestre sem problema algum", disse ele.

Desde o dia 12 de março, a Unicamp suspendeu as atividades nos campi por conta do avanço do novo coronavírus. A suspensão é válida por tempo indeterminado, até que haja condições sanitárias para voltar ao ritmo normal de aulas presenciais.

MAIS MEDIDAS

Com isso, a Unicamp tem adotado medidas como aulas remotas e também on-line. No entanto, para Knobel a situação é complexa, não só do ponto de vista sanitário, mas também de saúde mental. "É uma questão da quarentena, manter atividades é importante para a saúde mental. Precisamos lembrar que nossos estudantes e professores... existem diversas situações que preocupam a saúde mental", disse.

Por isso, além da possibilidade de trancar o semestre, sem ônus, até o dia 15 de julho, a Unicamp também não está cobrando frequência dos alunos, aumentou o tempo de integração entre faculdades, além do tempo máximo permitido para concluir a graduação e pós-graduação. "Também estamos mudando o coeficiente de rendimento, para que não compute este semestre a fim de não prejudicar eventualmente o futuro dos estudantes", disse o reitor.  

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NOVAS DISCIPLINAS

O reitor disse ainda que a universidade tem estudado disciplinas diferentes, como de ajuda humanitária ou trabalho comunitário. "Isso seria remoto, mas não necessariamente on-line. E as pessoas poderiam se matricular nesse sentido. Para trabalhar e continuar matriculados, ganhando bolsa, e posteriormente contribuir de outra maneira na sociedade".

Para ele, isso é essencial nos tempos que vivemos, uma vez que "vai ter gente passando fome no país". "Teremos muita fome, precisamos ajudar e reafirmar isso", disse.

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