Aguarde...

cotidiano

Covid-19: exames no HC ficarão prontos em até 48 horas

Unicamp foi habilitada para realização dos diagnósticos, e promete realizar testes em até dois dias

| ACidadeON Campinas

HC deve realizar testes de coronavírus e ter resultados em até 48 horas (Foto: Denny Cesare/ Código 19)

Os exames da covid-19 que serão feitos pelo HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, em Campinas, ficarão prontos em até 48 horas. A informação foi divulgada hoje (2) pela universidade. Ontem, a Unicamp foi habilitada pelo Instituto Adolfo Lutz para a realização desses diagnósticos do coronavírus. Agora, a capacidade da universidade é de fazer 300 testes por semana. Eles serão realizados, nesse primeiro momento, na equipe de saúde que trabalha no hospital e também nos pacientes que já estão internados no HC. 

Ontem, dez testes foram feitos nesses pacientes e os resultados ficaram prontos em menos de 24 horas. A universidade não divulgou o resultado desses testes ainda.   

A intenção é ampliar a capacidade dessa investigação, mas a universidade ainda depende da chegada de insumos. Segundo a Unicamp, quanto mais teste forem feitos, maior serão as chances de conseguir controlar a pandemia. A ideia é aumentar ao máximo o número de testes. 

Até então, todas as amostras de exames suspeitos eram encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo - que tem uma fila de espera de 16 mil exames. Agora, a universidade já credenciada, anunciou que planeja produzir até 180 mil testes de diagnóstico para o novo coronavírus.   

LEIA MAIS 
Unicamp fará 180 mil testes para diagnóstico da covid-19 
Reitor da Unicamp critica Bolsonaro: "vive em um universo paralelo" 
Campinas: 18% dos leitos de UTI têm pacientes com síndrome respiratória  
Campinas confirma segunda morte por coronavírus
Acompanhe as últimas notícias sobre a pandemia de coronavírus

Segundo o diretor do laboratório de patologia clínica do HC, Magno Santos, a estimativa é aumentar o número gradativamente. "Ampliaremos gradativamente a quantidade de exames. Na próxima semana receberemos mais insumos, e a estimativa é de inicialmente trabalhar com 300 testes por semana, mas gradativamente iremos aumentar", declarou. 

Com a autorização, a estimativa é que os resultados fiquem prontos em no máximo dois dias, e processe o resultado o mais rapidamente possível. 

"Teremos o resultado entre 24 e 48 horas. Nossa meta é continuar com esse prazo máximo. Anteriormente, todo o material da região era encaminhado para o Adolfo Lutz, entrando em uma longa fila por causa da alta demanda", complementou Santos. 

O coordenador da frente de diagnóstico da força tarefa do laboratório, Alessandro Farias, disse que a equipe lida com a rapidez para combater a doença e ajudar a comunidade. 

"Estamos focando na urgência, dentro do maior número de pessoas possível. Porque o tempo é decisivo, tanto para o corpo clínico tomar decisões em relação ao paciente, como para a população saber o que fazer e se isolar", comenta.  

Segundo o coordenador, o laboratório atualmente trabalha dentro da capacidade do HC. "Hoje, damos conta da demanda. Esse número pode dentro das próximas semanas triplicar, mas estamos trabalhando para ampliar a capacidade também", afirmou. 

FORÇA TAREFA 

O coordenador de assistência do HC e chefe da área de infectologia, Plínio Trabasso, informou que a Unicamp criou uma força tarefa, para ter capacidade de profissionais na frente de combate da pandemia. Segundo o coordenador, médicos de diferentes modalidades foram reunidos no HC para ajudar no atendimento.

"Como a pandemia vai trazer uma quantidade enorme de pessoas, nenhum hospital tem contingente de pessoas especialistas. Estamos chamando todos para contribuir nesse momento, muitos são especialistas em determinada área, mas são médicos e estão aprendendo em treinamentos a lidar com essa doença. Vamos precisar de todo mundo", afirmou Trabasso.

Nos institutos e laboratórios, também foi montado um sistema de colaboração para combate e pesquisa sobre o covid-19. O professor do Instituto de Biologia, Marcelo Mori, foi designado como coordenador desta força tarefa, e conta que há frentes em várias linhas de pesquisa para ajudar na prevenção, combate e tratamento.  

Segundo o coordenador, a união se iniciou com apoio ao laboratório de vírus emergentes ao laboratório de patologia clínica, e atualmente a força tarefa conta equipes em várias frente de pesquisas sobre o vírus, seja no tratamento e impedimento da transmissão da doença, como em ensaios clínicos para entendimento do vírus e até mesmo frentes tecnológicas e estatísticas.

"É um momento que pede essa união. Nós percebemos a duas semanas que precisávamos nos unir para dar suporte aos laboratórios, para conseguir atender a população", comentou.  



Mais do ACidade ON