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Prefeitura volta atrás e uso de máscaras é apenas "recomendado"

Agora, o uso de máscaras passou a ser apenas uma "recomendação". Até então era obrigatório

| ACidadeON Campinas -

Cliente usa máscara em lotérica. (Foto: Denny Cesare/Código 19)

A Prefeitura de Campinas mudou a determinação e agora não vai mais obrigar o uso de máscaras de proteção para consumidores que frequentarem estabelecimentos considerados essenciais e que estão abertos durante a quarentena. Agora, o uso de máscaras passou a ser apenas uma "recomendação". A mudança foi publicada no Diário Oficial de hoje (22), dia em que a obrigatoriedade passaria a valer. 

Segundo a publicação no DO, o decreto do dia 14 de abril passa a ter a seguinte redação: "recomendar o uso de máscaras de proteção aos clientes". 

O decreto determinava que os serviços essenciais abertos impedissem a entrada de clientes que estivessem sem as máscaras. Até então a obrigatoriedade era mais uma medida de prevenção ao coronavírus implantada na cidade, que tem 177 casos confirmados e oito mortes causadas pela doença (leia mais aqui).  

Também foi publicado hoje a prorrogação do período de quarentena, que segue o Estado, até o dia 10 de maio.   

Por causa da determinação, muitas pessoas em Campinas estavam cumprindo e usando máscaras em vários pontos da cidade hoje cedo. Até mesmo fora dos estabelecimentos comerciais ou de serviços essenciais.
Muitos comerciantes correram para comprar máscaras para disponibilizar a seus clientes - como o uso seria obrigatório, eles preferiram oferecer o equipamento aos clientes para não ter que dispensa-los.  
 
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Na tarde desta quarta, o prefeito Jonas Donizette disse, em transmissão ao vivo em suas redes sociais, que trocou a obrigatoriedade por recomendação porque foi "convencido" de que a mudança era mais adequada. "Fiz isso com o compromisso dos supermercados e estabelecimentos de oferecerem máscaras a seus clientes. Lembrando que é obrigatório para os trabalhadores, e recomendado aos clientes. Mas eu gostaria muito que todos usassem", disse.

FUNCIONÁRIOS
 
A mudança de hoje não explica se muda também o fornecimento de máscaras aos funcionários que atuam no contato direto com o público e álcool em gel para os frequentadores (leia mais aqui).  

Por causa da obrigatoriedade do uso de máscaras, inclusive por clientes que estivessem em filas de casas lotéricas, na semana passada a Guarda Municipal fez ações em pontos da cidade onde distribuiu máscaras a população.  


 
MAIS PEDIDOS 

No decreto da semana passada a Prefeitura já havia determinado que os estabelecimentos devem demarcar o solo na área em que ficam as filas para que as pessoas permaneçam a, no mínimo, um metro de distância umas das outras. No mesmo decreto, também ficou definido que apenas duas pessoas por grupo familiar poderão entrar nos locais ao mesmo tempo.  
 
ÓTICAS 

Hoje também teve a reabertura das lojas de óticas na cidade. Segundo a Administração, a partir de hoje, esse tipo de estabelecimento poderá reabrir, porém com funcionamento de 30% do quadro de funcionários e sem gerar aglomeração no atendimento.  

A medida ainda foi submetida ao Comitê de Enfrentamento ao Covid-19, tendo aprovação da Secretaria de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde. As lojas de óticas foram classificadas como serviço de saúde.  

Na última segunda-feira o prefeito Jonas Donizette (PSB) gravou um vídeo e postou em sua rede social onde explicou a decisão para liberar as óticas. "Da parte do comércio estou ouvindo muitas coisas. Que fulano pediu, ou outro pediu. Eu vou dizer uma coisa: eu não estou atendendo ninguém e nem irei atender nenhum tipo de pedido pessoal e nem de instituição, sem antes passar pelo Comitê do Covid-19 que eu instituí. Estou abrindo para as óticas, mas foi passado pelo comitê. O argumento é que médicos precisam de óculos, a pessoa que faz parte do sistema de saúde também precisa. Então as óticas vão poder funcionar com cerca de 30% da capacidade, com todas as regras do Ministério da Saúde. É verdade também que estou analisando outros segmentos. O meu desejo é que a gente possa retornar a normalidade o quanto antes. Mas vou fazer isso, embasado em documento técnico da área de saúde", disse o prefeito.  

Em Campinas, desde o dia 22 de março estão autorizados a funcionar apenas serviços que sejam "indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis" da população, como hospitais, supermercados, lotéricas e farmácias. A cidade segue com a quarentena até o dia 10 de maio.

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