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Quarentena amplia risco de acidentes domésticos; veja como evitar

Neurocirurgião dá dicas dos sinais que precisam de atendimento e de como prevenir acidentes graves

| ACidadeON Campinas -

Crianças demandam atenção redobrada (Foto: Divulgação)

Confinadas e em isolamento social, aguardando passar o chamado pico dos casos das infecções da covid-19, as famílias têm passado mais tempo em suas residências aproveitando para realizar várias atividades domésticas. Com isso, aumenta o risco dos chamados acidentes domésticos, o que também deve despertar a atenção em tempos de pandemia.

"Há casos bem perigosos e, muitos deles, podem causar consequências graves e até morte", alerta o neurocirurgião Victor Vasconcelos, de Campinas. As batidas na cabeça e na coluna são foco de muita preocupação. Dependendo da intensidade e força, segundo o médico, pode ser necessária avaliação e atendimento médico de urgência.

Dados do Inmetro (apontados fora do período da pandemia) estimam que vítimas de acidentes domésticos somam 37% de todos os feridos atendidos em hospitais. Entre todos os tipos de acidentes domésticos, as quedas somam mais de 38%.

A Associação Brasileira de Traumatismo Cranioencefálico mostra que este tipo de trauma acomete cerca de 1,1 milhão de brasileiros por ano. Cerca de 20% das pessoas morrem no local do acidente, 45% tem traumas leves e cerca de 450 mil pessoas ficam com sequelas motoras ou cognitivas.    

VEJA AS ORIENTAÇÕES DO NEUROCIRURGIÃO VICTOR VASCONCELOS: 


SINAIS

Quando um trauma acontece, é importante conhecer os sinais de alerta que devem ser observados após o incidente. Em casos de traumas no crânio é importante observar a ocorrência de perda de consciência (desmaio), sangramentos (especialmente se são pelo nariz ou ouvido), dor de cabeça intensa, vômitos, sonolência, confusão mental e perda de memória.

Na presença de qualquer um desses sintomas, a pessoa deve procurar um hospital ou chamar o serviço de emergência (Samu). Nos casos de trauma na região da coluna, sinais como dor intensa após trauma direto, sensações de perda de força nos membros, acompanhadas ou não por alterações de sensibilidade como formigamentos ou dormências, são indícios de risco de dano neurológico.

O neurocirurgião lembra que, nesses casos, é importante contatar o serviço de urgência para assistência imediata e evitar mexer na pessoa que sofreu o trauma, a fim de não provocar uma piora do quadro. O quanto antes o paciente chegar a um serviço capacitado, menor o risco de danos neurológicos irreversíveis.

DICAS

Então, em tempos de quarentena, o que fazer? "Prevenir esses acidentes deve ser preocupação de todos nós, a todo momento. Muitos deles seriam evitados com medidas simples e um pouco mais de atenção, pois podem causar danos neurológicos permanentes", comenta o neurocirurgião.

O neurocirurgião lembra de importantes dicas que podem evitar acidentes que podem causar traumas na cabeça e na coluna:

- Prenda os tapetes soltos ou livre-se deles.
- Veja se o topo e a base das escadas estão iluminados.
- Limpe imediatamente os líquidos derramados.
- Instale barras de segurança e cole fita antiderrapante no piso dos chuveiros.
- Coloque antiderrapantes nos pisos;
- Quando for fazer algum serviço doméstico, atenção redobrada para subir em bancos, escadas, telhados, limpar vidros, lavar pisos escorregadios.

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