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Ciesp Campinas aponta 3 meses de impacto na economia

A pesquisa do Ciesp também mostrou que 96% já tomaram medidas para contenção de gastos e reavaliações estratégicas

| ACidadeON Campinas

Emprego cai na indústria. Foto: Divulgação/Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Campinas mostrou que 90% do setor acredita que os impactos da pandemia de coronavírus na região devem permanecer em até três meses.

Desses, 96% já tomaram medidas para contenção de gastos e reavaliações estratégicas. Já 75,76% das empresas, adotaram o trabalho home-office. A segunda medida das empresas para 42.4%, foi a adoção de férias para parte dos empregados.

O diretor do Ciesp-Campinas, José Nunes Filho, afirmou que, no entanto, alguns segmentos estão mantendo ou até crescendo, nesse período, como o setor de alimentos, fármacos e químicos, embora outros, como automobilístico e eletroeletrônico tenham despencado.  
 
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"Mesmo com a retomada das atividades, no primeiro momento as pessoas terão receio de ir às ruas, fazer compras. Uma grande parte da população estará sem dinheiro, são autônomos, pessoal que trabalha sem carteira registrada. Essas coisas todas vão retomando muito devagar. O ruim acontece muito rápido e bom demora para voltar. Teremos muito desemprego e gente sem renda. É um círculo", afirmou.

COMÉRCIO EXTERIOR

As exportações da região em março de 2020 foram de US$ 235 milhões, 14,8% menor que no mesmo mês do ano passado. As importações em março foram de US$ 805 milhões, 1,5% maior que em março de 2019. A corrente de comércio exterior da região em março de 2020 foi de US$ 1,4 bilhão, cerca de 2,7% menor que em março do ano passado.

Na avaliação do diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso os efeitos da pandemia na balança comercial regional serão sentidos mais intensamente nos próximos meses. 
 
PESQUISA NO PAÍS 
 
O Instituto Fiscal Independente, do Senado, divulgou um estudo apontando que a paralisação da atividade econômica e gastos com o combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19) podem incutir em consequências dolorosas para a economia brasileira pelos próximos 10 anos.   

Segundo a instituição, no pior dos cenários, com 22 semanas de paralisação das atividades, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país pode atingir até 7% neste ano. Contudo, este é apenas o impacto inicial as perspectivas para os próximos anos não são melhores. Segundo a instituição, os gastos engendrados pelo Governo Federal farão a dívida pública disparar a 84,9% do PIB neste ano.   

Mas o pior vem depois. Ainda de acordo com o documento, a dívida pública do país deve ultrapassar todos os bens e serviços produzidos no país em até dez anos. Para que isso não acontece, um penoso controle do crescimento do endividamento precisará ser colocado em prática, passado o momento crítico. Isso terá efeitos atrozes sobre o crescimento do PIB e da renda da população por mais de uma década.

A instituição calcula que o novo déficit do governo central deverá ficar em 514,6 bilhões de reais e, para o setor público consolidado, projeta-se déficit de R$ 549,1 bilhões, uma piora de 5,9 pontos percentuais do PIB em relação à projeção de novembro de 2019. Segundo o documento, as projeções catastróficas se dão, obviamente, pela paralisação das atividades econômicas em decorrência das políticas de isolamento e o consequente aumento no desemprego. "Choques recentes de oferta, demanda e condições financeiras vão interromper a trajetória de recuperação da atividade no Brasil. Nesse contexto, elemento adicional que preocupa é a elevada taxa de desemprego no Brasil, que tem caído lentamente nos últimos três anos e pode voltar a subir a depender da extensão e duração dos impactos", alerta o IFI.


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