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Após negativa do Estado, Jonas muda discurso: "não vamos relaxar"

Prefeito ainda reforçou a necessidade de isolamento neste momento de ascensão da doença

| ACidadeON Campinas

Prefeito havia anunciado plano de retomada do comércio nesta semana, mas voltou atrás (Foto: Prefeitura de Campinas)

Após a negativa do Estado ao plano proposto pela Prefeitura de Campinas, de reabertura e flexibilização do comércio na cidade a partir da próxima segunda-feira (4), o prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB) mudou o discurso, e disse que a Prefeitura "não vai relaxar em nada" nas medidas de isolamento social impostas até novo posicionamento do Estado, previsto para o dia 8 de maio.  

O prefeito disse ainda que conversou com Bruno Covas, prefeito de São Paulo, e se solidarizou com a situação na capital.

A liberação da retomada do comércio e serviços seria iniciada na próxima semana, mas foi rejeitada pelo Centro de Contingência ao Coronavírus no Estado, que disse que "não havia discussão" sobre a possibilidade em todo o Estado. A quarentena estadual segue até o dia 10 de maio. 

Na transmissão na manhã desta quinta-feira (30) feita por redes sociais, o prefeito mudou o tom e apelou ainda mais à obediência da população para manter o distanciamento na cidade.  

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"Temos que pedir uma maior colaboração no isolamento e nas medidas de higiene, só assim poderemos fazer a travessia com mais segurança", declarou o prefeito.  

Segundo Jonas, apesar do estudo ter sido feito, ele só será posto em prática com responsabilidade, e não acredita mais que seja o momento disso. Até a manhã desta quinta-feira Campinas somava 347 casos confirmados e 20 mortes causadas pela doença. Hoje também a cidade registrou a primeira morte de pessoa com menos de 60 anos e sem doenças prévias.  

"Temos que tomar como espelho o que acontece com São Paulo, para isso não acontecer aqui. Esse cuidado depende do isolamento, e é igual a viagem de carro. Estatísticas mostram que a maior parte dos acidentes acontecem quando as pessoas estão chegando próximo de casa, e relaxam. Não podemos ter esse relaxamento", afirmou. 

"Fizemos um plano, somos umas das únicas cidades que fizeram isso. Mas só vamos por isso em prática com responsabilidade. Todo trabalho de prevenção foi feito para chegar nesse momento, mas a travessia deve ser feita com segurança e agora temos que pedir maior colaboração vendo o que está acontecendo na capital", ressaltou. 

Com 198 novas vítimas nas últimas 24h, o estado de São Paulo chegou a 2.247 mortes por coronavírus ontem (29), segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. O número representa aumento de 9,6% em relação à terça-feira (28). Já são 26.158 casos confirmados da doença no estado. 

Jonas ainda declarou que conversou com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e se solidarizou com a situação na capital. No entanto, o prefeito afirmou que Campinas não tem capacidade para ajudar no atendimento de pacientes da capital. 

"Não tem como Campinas socorrer São Paulo, não é falta de solidariedade, são coisas discrepantes, São Paulo é um mundo a parte, são muitos habitantes, não é logico", declarou Jonas, que comparou o número de habitantes da capital à países da Europa, que também lidam com o enfrentamento da pandemia. 

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