Aguarde...

cotidiano

Campinas tem a menor taxa de isolamento social na quarentena

A cidade bateu apenas 45% de taxa de isolamento social; o recomendado é que permaneça em 70%

| ACidadeON Campinas

Taxa de isolamento social atingiu 45% em Campinas (Foto: Denny Cesare/Código19) 

Campinas registrou, na quarta-feira (29), o menor índice da taxa de isolamento social, uma das principais medidas de prevenção ao coronavírus, desde o início da quarentena, no dia 23 de março. A taxa divulgada pelo governo do Estado mostrou que 45% das pessoas ficaram isoladas.

CONFIRA O ISOLAMENTO SOCIAL POR DIA EM CAMPINAS

As informações foram obtidas pelo Simi-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo), que analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social.

Se a taxa continuar baixa, alerta o governo, o número de leitos disponível no sistema de saúde não será suficiente para atender à população paulista.

As maiores taxas de isolamento social ocorreram no dia 29 de março e no dia 5 de abril, quando Campinas atingiu 59%.

No Estado, o índice de isolamento foi de 47% nessa terça, aponta o Simi. De acordo com o Centro de Contingência do coronavírus o índice ideal é atingir a meta de 70%.

CASOS

A Prefeitura de Campinas confirmou na manhã desta quinta-feira (30) mais três mortes pelo novo coronavírus na cidade. Agora, são 20 óbitos por covid-19.

Segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB), há ainda 23 óbitos em investigação. A cidade divulgou também um aumento no número de pessoas curadas, que agora chegam a 257. Outras 35 pessoas seguem em isolamento.

Além disso, houve mais 10 casos confirmados da doença, totalizando 346 pacientes diagnosticados com coronavírus. Há ainda 265 casos em investigação (três a menos que ontem) e 1.342 já foram descartados (27 casos a mais).

RELAXAMENTO

O prefeito mudou o discurso e disse que a Prefeitura "não vai relaxar em nada" nas medidas de isolamento social impostas até novo posicionamento do Estado, previsto para o dia 8 de maio.

"Temos que tomar como espelho o que acontece com São Paulo, para isso não acontecer aqui. Esse cuidado depende do isolamento, e é igual a viagem de carro. Estatísticas mostram que a maior parte dos acidentes acontecem quando as pessoas estão chegando próximo de casa, e relaxam. Não podemos ter esse relaxamento", afirmou.

Mais do ACidade ON