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Em "zona vermelha", Campinas pode ter flexibilização adiada

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, as áreas metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista serão classificadas como regiões vermelhas e é improvável que tenham qualquer abertura gradual

| ACidadeON Campinas

Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. (Foto: Divulgação/Estado)

O governo de São Paulo está classificando as regiões do Estado como zona vermelha (maior risco), amarela (risco elevado) e verde (menor risco) para determinar o ritmo da flexibilização do isolamento social, que deve ocorrer a partir da próxima segunda (11). 

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, as áreas metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista serão classificadas como regiões vermelhas e é muito improvável que se autorize qualquer abertura gradual na semana que vem.  

"Em última instância, o comitê de especialistas, a ciência, é que vai decidir", disse Vinholi, referindo-se aos 12 especialistas do centro de contingência da Covid-19, liderado pelo infectologista David Uip, que vai anunciar as mudanças na quarentena nesta sexta-feira (8), ao lado do governador João Doria (PSDB). "Mas na zona vermelha, é muito improvável haver alguma flexibilização", disse.  

Segundo Vinholi, os dados são inquestionáveis. "Esses locais passam por grande aceleração no número de contaminações, baixa taxa de isolamento e grande parcela da população faz parte do grupo de risco", disse.   

Até o final dessa manhã a Prefeitura de Campinas divulgou que a cidade tem 423 casos, investiga outros 244 e está com 25 mortes confirmadas pela covid-19 (leia mais aqui).  

Na região amarela, onde o risco é um pouco mais baixo, estariam as regiões do Vale do Paraíba, Sorocaba, Pìracicaba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, mais distantes da capital, e lá pode haver algum tipo de flexibilização.  
 
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Já as regiões na zona verde, que teriam risco um pouco menor e poderiam ter algum tipo de flexibilização, só serão anunciadas pelo centro de contingência na sexta-feira (8). Talvez nenhuma região se encaixe nessa classificação.  

"A situação é muito preocupante no interior do estado, há um avanço significativo da doença, o número de casos está crescendo quatro vezes mais do que na região metropolitana", diz Vinholi. "Há 45 dias, só dez cidades paulistas haviam registrado casos; agora, são 354."  

O secretário aponta que, nos Estados Unidos, só houve flexibilização de isolamento depois de 14 dias seguidos de queda no número de contaminações pela covid-19 e, na Nova Zelândia, após 18 dias. "Nenhuma região do estado tem queda no número de casos".   

O uso de máscara passou a ser obrigatório em áreas públicas em todo o Estado a partir desta quinta-feira (7).

Segundo Vinholi, só existem dois métodos comprovadamente eficazes no combate à covid-19 - isolamento social e uso de máscaras. "Em 22 de março, São Paulo respondia por 67% dos casos do país; hoje, por menos de 35%, graças ao isolamento", diz.  

Para elevar a taxa de isolamento de Campinas, ontem, a Prefeitura passou a montar bloqueios de trânsito para dificultar a circulação de veículos em avenidas importantes da cidade. A taxa de isolamento está abaixo dos 50% (leia mais aqui)

EMPATIA 

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), cobrou empatia do governador João Doria em relação à população que está sofrendo por causa das consequências econômicas. Jonas afirmou que espera que o governador confie mais na avaliação dos prefeitos do Estado e anuncie na sexta-feira o início da flexibilização da quarentena - do contrário, diz, será difícil manter o isolamento, porque a população já está esgotada.  
 
Em resposta o governador afirmou ontem, em entrevista coletiva, que não está preocupado com empatia: "Não estou preocupado nem com empatia e nem com simpatia, mas preocupado com vidas. Não tenho nenhuma preocupação de ordem política, eleitoral e com imagem pública. Estou preocupado com a proteção da vida e de 46 milhões de brasileiros que residem em São Paulo", afirmou Doria. 
 
Ontem à tarde o prefeito de Campinas voltou a fazer uma live, diferente da dos últimos dias, onde apareceu sozinho em seu gabinete para comentar os casos do coronavírus e amenizou a entrevista que havia dado à Folha de S.Paulo, dizendo que é um representante dos prefeitos de modo geral e que está sim alinhado ao governador João Doria. (Com Folhapress)

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