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Covid-19: Campinas não registra mortes há dois dias; casos aumentam

Prefeito diz que isso não significa que situação seja boa e pede que população não "baixe a guarda"

| ACidadeON Campinas

Casos avançam, mas Campinas registra dois dias sem mortes por coronavírus

Campinas confirmou na tarde desta quinta-feira (7) 449 casos de covid-19 - um total de 26 a mais do que o último balanço divulgado pela Prefeitura de Campinas, ontem. Apesar do aumento de casos confirmados, a cidade chegou a dois dias consecutivos sem registrar mortes pelo novo coronavírus. Desde terça-feira (5) que o número de óbitos é de 25 pessoas.

"A tendência é achar que as coisas estão melhorando e não há mais perigo. Mas não é verdade. Conversei com a diretora OMS e ela fala justamente isso: é uma doença traiçoeira. Se as pessoas relaxarem, a situação pode agravar e piorar de forma muito intensa", disse o prefeito Jonas Donizette (PSB), em live pelas redes sociais.

Além disso, Jonas falou que Campinas tem ainda dois óbitos a menos em investigação. Agora, são 20 pessoas que morreram e que têm a causa investigada para coronavírus ou não. Há ainda 15 pessoas a mais que se recuperaram da covid-19 - agora são 355 pessoas curadas.  

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Em relação às internações, são 12 a mais, totalizando 43 pessoas internadas em leitos de hospital. Já as pessoas que estão fazendo isolamento domiciliar o número é de 25, duas a menos que o divulgado no último balanço.

"Não podemos sob nenhum pretexto baixar a guarda. Seja como for o dia de amanhã, ou semana que vem, o isolamento social ocorrerá por um período muito longo", disse o secretário de Saúde, Carmino de Souza.

Ele falou ainda que há elevação de número de casos e de internação, além de ocupação de leitos de UTI. "Na próxima semana, vamos agregar um número grande, mais de 100 leitos, fora o Hospital de Campanha. Isso deixará a situação mais confortável", disse ele.

DIVERGÊNCIA DE NÚMEROS


Jonas também comentou a diferença entre os dados municipais e estaduais do novo coronavírus. "Ontem, pela primeira vez tivemos divergências de números (com o Estado). Foi um problema nosso. Tinha até duplicatas, ou três vezes. Mas estamos passando o número real", disse.

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