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Câmara aprova apelo à PUC para adiantar formatura de medicina

Objetivo é possibilitar que os formandos possam estar legalmente aptos a atuar no enfrentamento da pandemia de coronavírus

| ACidadeON Campinas

 

Campus I da PUC-Campinas (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal aprovou por unanimidade nesta segunda-feira (18) a moção de apelo elaborada pelo vereador Pedro Tourinho (PT) para que a PUC-Campinas adiante a colação de grau da 50ª turma do curso de medicina. Os alunos formalizaram o pedido à instituição, no entanto, a solicitação foi negada.  

A conclusão do curso está prevista para junho deste ano, mas pela pandemia de coronavírus e a suspensão das aulas presenciais, a data corre o risco de ser prorrogada.  

O objetivo do adiantamento, apoiado pela Câmara Municipal, é possibilitar que os formandos, com a colação, possam estar legalmente aptos a atuar na residência médica e enfrentamento da pandemia de coronavírus.
 
Além disso, a formatura também evitará que os formandos tenham mais gastos com permanência estudantil para reposição de aulas no próximo semestre, visto que muitos não terão condições financeiras.   

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"Estamos fazendo esse apelo para a reitoria da universidade, em acordo com a Medida Provisória 934/2020, que estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e superior decorrentes das medidas para o enfrentamento da situação de emergência da saúde pública. A disponibilização destes alunos será de grande ganho para o sistema de saúde", reiterou Tourinho.  

O pedido da turma é justificado pela medida provisória publicada pelo Ministério da Saúde e pelo MEC, que propõe às instituições que viabilizem, em caráter excepcional, a antecipação da colação de grau para os alunos de medicina, farmácia, enfermagem e fisioterapia, desde que cumprida 75% da carga horária do internato do curso de medicina e 75% da carga horária do estágio curricular obrigatório dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia.  

Em relatos à equipe do ACidade ON Campinas (leia a matéria completa aqui) os estudantes disseram temer a prorrogação das aulas para o próximo semestre pois parte deles é bolsista, depende da ajuda financeira dos pais - em que muitos deles foram suspensos do trabalho por pertencerem ao grupo de risco - e, em outros casos, as mensalidades são financiadas, cujos contratos terminam na metade do ano.  

"As contas continuam a chegar. Quando as aulas retornarem, mesmo não tendo que pagar a mensalidade da PUC, vai ser muito difícil me manter. Meu aluguel vai subir muito, pois meu acordo com a dona era até junho", lamentou uma das alunas.  

OUTRAS MOÇÕES  

A Câmara também aprovou outras sete moções e requerimentos, entre os quais uma moção do vereador Carlão do PT apelando ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e ao Governo Federal que proíbam a demissão de trabalhadores e posterior contratação de outros para exercer mesma função com salário menor.

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