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Unicamp recebe testes e robô para diagnósticos de covid-19

O material e o equipamento recebidos ajudarão a universidade a ampliar a capacidade de testes

| ACidadeON Campinas

 

Robô corta pela metade o pré-processamento dos testes (Foto: Unicamp/Divulgação)

A Unicamp recebeu do Instituto Butantan 3,8 mil testes completos para a detecção de covid-19, e um robô, que funciona para a extração de amostras. Os materiais e os equipamentos foram recebidos após um acordo com o governo do Estado, que garante suporte para a realização da testagem do novo coronavírus. Com os dois novos equipamentos, a previsão é aumentar a capacidade da testagem do laboratório da universidade.  
 
Segundo o coordenador da frente de diagnósticos da força-tarefa criada na universidade, Alessandro Farias, o material foi recebido nas últimas semanas e já começou a ser colocado em prática. Ele afirmou que com a utilização do robô, caiu para a metade, o tempo gasto no pré-processamento dos testes.  

"Diminui o tempo em 50% do que já estava sendo feito. Ele faz o pré-processamento e expõe o material genético, que antes era feito de forma manual", explicou.

 
O robô deve ser apresentado nesta quinta-feira (21) por meio de uma coletiva de imprensa, para mostrar o funcionamento do equipamento e mais detalhes de como ele opera. Segundo Farias, até o momento a Unicamp tem insumos e materiais para aplicação dos testes para o próximo mês, mas o apoio do Instituto ampliará a capacidade de acordo com a demanda.  
 
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"O acordo é de que o tivermos de demanda, vamos ser contemplados com os insumos. Isso é muito importante, porque antes fazíamos com medo do material acabar", declarou.

Tanto o robô quanto os kits passaram por processamento de validação pela equipe responsável pelos diagnósticos na Unicamp. Segundo Farias, os kits recebidos são de procedência sul-coreana, do teste de RT- PCR (o mesmo tipo de teste usado no laboratório do HC), que identifica o material genético do vírus em secreções da mucosa nasal e da garganta, e possibilita identificar o vírus logo no início da infecção, a partir do terceiro até o sétimo dia do início dos sintomas.  

Até o momento, são realizados cerca de 60 testes diários, que dão conta da demanda da instituição, testando pacientes internados e com suspeitas vindos do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, do Caism (Hospital da Mulher), Hospital de Sumaré e do Cecom (clínica que atende comunidade interna da universidade, desde funcionários a alunos).  

Os exames realizados pelo laboratório do HC ficam prontos em até 48 horas. Segundo o coordenador, mais de 1 mil testes já foram aplicados desde que a universidade foi habilitada pelo Instituto Adolfo Lutz para realização do diagnóstico de covid-19, no dia 1º de abril.  

Apesar de no momento, a Unicamp só realiza os testes entre os atendidos pela instituição, o recebimento dos equipamentos, e a parceria com o Estado possibilitam a ampliação da testagem, que já está sendo acordada com as prefeituras da região, como é o caso de Campinas, Hortolândia e Paulínia.  

"Com essa ajuda podemos dar uma ajuda maior. Nosso problema da testagem da Unicamp já está resolvido, mas queremos entregar mais para a comunidade, bem mais do que só a comunidade interna", afirmou o coordenador da força tarefa.  

Em Campinas, a Prefeitura confirmou a contratação de 10 mil testes, avaliada em R$ 700 mil. Segundo a Saúde, os exames devem começar a ser feitos ainda nesta semana.

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