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Knobel estuda adiar vestibular da Unicamp, junto com USP e Unesp

Reitor disse que tem conversado com universidades por conta da pandemia e de futuro "incerto"

| ACidadeON Campinas

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel (Foto: Denny Cesare/Código19) 

O reitor Marcelo Knobel, da Unicamp, de Campinas, afirmou nesta sexta-feira (22) que estuda adiar o vestibular da universidade, previsto para novembro. Junto com a instituição campineira, a USP (Universidade de São Paulo) e Unesp (Universidade Estadual Paulista) também estariam estudando outras datas, uma vez que o calendário das provas é programado em conjunto.

Segundo Knobel, a data está sendo estudada por conta do futuro "incerto" da pandemia. "A gente não sabe se até novembro estará resolvida (a situação). Antes, tínhamos tempo para resolver (no começo da quarentena), mas agora está ficando cada vez mais evidente", disse o reitor.

Em relação à USP e Unesp, o reitor de Campinas diz que tem conversado semanalmente com as instituições e que ainda não existe um "martelo batido".

No começo de abril, a Unicamp havia dito que manteria a data prevista, logo quando ampliou a quarentena - que começou no dia 12 de março - portanto, antes do isolamento social oficial de Campinas, iniciado no dia 23 de março. Desde então, Knobel diz que tem feito um acompanhamento adequado da situação. Em Campinas, hoje foi registrado o maior número de mortes por covid-19 (7) e os números no Estado de São Paulo também têm crescido diariamente.

"97% dos nossos cursos continuaram e estão com atividades remotas. E enquanto a situação não se resolver... Vamos sempre colocar a vida e a saúde em primeiro lugar", afirmou.  

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PLANO DE RETORNO

Knobel também afirmou que tem discutido semanalmente um plano de retorno para a Unicamp e que solicitou às unidades de ensino um detalhamento das necessidades de cada instituto para isso. Ele citou, por exemplo, que é preciso adequar salas de aula, comprar insumos como álcool em gel e sabão para os alunos lavarem as mãos.

"Antes de começar a imaginar um retorno, é um trabalho enorme. Somente podemos retornar quanto tiver passado o pico da doença, e isso está longe. Precisamos de mais testes para toda a comunidade, e treinamento de equipes e vigilância", disse.

Como exemplo das diferenças nas unidades, ele citou o Instituto de Artes, que tem práticas que necessitam de contato físico, como aulas de dança, e também a disciplina de odontologia. "É muito difícil. O trabalho prático é fundamental. Mas, ao mesmo tempo, o estudante fica na boca do paciente. Além disso, há possibilidade de contaminação do ambiente", explicou.

VACINA

Sobre uma possível vacina e a fala da reitoria da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que disse que as aulas somente voltam quando houve uma vacina para a nova doença, Knobel foi mais cauteloso. "Não vou ser categórico, porque não sei se a vacina será desenvolvida algum dia. Claro, as universidades são fundamentais e temos que buscar alternativas para mantê-las vivas", afirmou.

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