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HC da Unicamp recebe contêineres para armazenar corpos

Universidade diz que medida é apenas preventiva, caso haja aumento expressivo de mortes pela covid-19 no hospital

| ACidadeON Campinas -

Contêineres foram instalados na área reservada para funerárias (Foto: Luciano Claudino/Código 19) 

*Esta matéria foi atualizada às 15h20 

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, recebeu nesta quinta-feira (28) dois contêineres para armazenar corpos de vítimas da pandemia do novo coronavírus. A medida tem sido adotada em outros hospitais do país com grande número de vítimas da covid-19 como segurança e para preservar os corpos até a chegada das funerárias.

Oficialmente, até esta quinta, o HC registrou apenas seis óbitos por covid-19. No entanto, nesta sexta (29), o hospital está com todos os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para casos de covid-19 ocupados (são 26 no total). Na enfermaria, a ocupação é de 32% (27 leitos ocupados de um total de 84).

Em nota, a Unicamp informou que os contêineres foram instalados "preventivamente". "Serão eventualmente utilizados pelo HC e em parte pelo IML (Instituto Médico Legal), caso haja um aumento expressivo de casos em Campinas e ultrapasse a capacidade da câmara fria destes locais. É importante destacar que esta situação não ocorre neste momento", informou.   

Ainda em nota, a Unicamp explicou que atualmente, o hospital conta com sete geladeiras e que "os contêineres foram cedidos pelo Instituto Médico Legal da Secretaria de Estado de Segurança Pública e permanecerão no estacionamento de cargas do HC até o final da pandemia". Cada contêiner tem capacidade para receber 18 corpos. A viabilização da parceria foi conduzida pela reitoria, segundo a universidade.
 
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O uso de contêineres para armazenar corpos já foi adotado em hospitais e unidades de saúde em cidades como Manaus (AM), Fortaleza (CE), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ). Na capital paulista, as estruturas também foram colocadas no Hospital Cruz Vermelha Brasileira.  



REABERTURA

A instalação dos contêineres coincide com o crescimento de casos e óbitos por coronavírus registrados em Campinas, e também com a reabertura do comércio de rua, shoppings, escritórios, imobiliárias, concessionárias de veículos, restaurantes e igrejas a partir da próxima segunda-feira (1º).

Segundo a Prefeitura de Campinas, os estabelecimentos poderão retomar as atividades na próxima segunda-feira, mas terão que operar com 30% da capacidade, além de horários reduzidos: comércio de rua das 10h às 16h e de shoppings das 14h às 20h. Além disso, as lojas devem adotar todas as medidas sanitárias exigidas para o controle do novo coronavírus como uso de máscaras, adoção de medidas de higiene e distanciamento entre os clientes.

Já os restaurantes podem abrir, também com 30% da capacidade, somente na hora do almoço, com as mesmas regras de higiene e distanciamento. À noite permanecem fechados para o público, mas podem continuar operando no sistema de delivery ou drive-thru.

"Estamos no caminho da legalidade e fazendo as coisas com muita prudência", frisou o prefeito Jonas Donizette (PSB) ontem (28) durante o anúncio da reabertura. O prefeito também destacou que a taxa de letalidade por covid-19 em Campinas é de 4,9%. "O índice é menor que o da cidade de São Paulo, com 7,7%; que o do Estado de São Paulo, com 7,4%, e que o índice do Brasil, com 6,3%", disse. Os dados foram coletados em 26 de maio, quando a cidade contabilizava 62 mortes e 1.259 casos.

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