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Estado põe Campinas em alerta, com "tendência" de regressão

Governo manteve região na fase 2 (laranja), mas vê avanço preocupante da pandemia e indica que pode haver restrições semana que vem

| ACidadeON Campinas -

Movimento de pessoas na Rua 13 de Maio em plena quarentena. (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O governo paulista manteve a região de Campinas na fase 2 do Plano São Paulo, que norteia a flexibilização da quarentena em todo o Estado. Mas, em coletiva na tarde desta quarta-feira (10), o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi, disse que a região está em alerta, com tendência de aumento de casos que pode levar à regressão de fase na semana que vem.

Desde que implantou o Plano São Paulo, dividindo o Estado em regiões de acordo com cada DRS (Diretoria Regional de Saúde), o governo estadual anuncia a atualização da fase de cada região todas as quartas-feiras, promovendo o avanço ou a regressão de cada uma delas de acordo com cinco indicadores de saúde.  

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Os critérios são: ocupação de leitos UTI Covid; Leitos Covid/100 mil habitantes; variação entre os casos; variação de internações e variação de óbitos.

A região teve "nota azul" nos critérios de capacidade hospitalar, mas foi "reprovada" em relação ao avanço da pandemia. "Há uma tendência de evolução da pandemia. Ainda não superou os índices (para regredir), mas em sete dias pode regredir", disse Vinholi.  

Tabela que mostra situação de cada região no Plano São Paulo (Foto: Divulgação)

Na fase 1 (vermelha), só fica autorizado o funcionamento de atividades essenciais. Campinas foi classificada na fase 2, com abertura autorizada de comércio de rua e shoppings por quatro horas e 20% da capacidade a partir do dia 1º de junho, mas o prefeito Jonas Donizette (PSB) preferiu adiar a reabertura para o dia 8.

A reabertura, inclusive, teve a presença de multidões nas vias do Centro na segunda (8) e na terça-feira (9).

Ainda segundo Vinholi, a região da DRS de Campinas teve aumento de 36% nas internações em uma semana, e de 24% no número de óbitos. "Mas a região como um todo tem sido cautelosa", disse.

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