Aguarde...

cotidiano

Após ocupação máxima, Campinas anuncia novos leitos de UTI

Secretário de Saúde anunciou contratação de 32 novos leitos de UTI e 89 leitos de retaguarda

| ACidadeON Campinas


Jonas e secretário de Saúde fala dos novos leitos. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)

Após Campinas registrar a ocupação máxima nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de Saúde) na tarde de ontem (10), a Prefeitura anunciou hoje (11) a contratação de 121 novos leitos, sendo 32 leitos exclusivos para pacientes com covid-19, e 89 leitos de retaguarda em hospitais privados. O anúncio foi feito pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) por meio de uma transmissão nas redes sociais, em que atualizou também os números da covid-19.

Nesta quarta-feira (10), a Prefeitura informou que pela primeira vez, chegou a taxa máxima de ocupação nos leitos municipais. Com 119 leitos nos hospitais Ouro Verde e Mário Gatti, todos estavam ocupados na tarde de ontem, restando apenas os quatro leitos disponíveis nos Hospitais Estaduais (AME e Hospital de Clínicas) e os leitos contratados da rede particular. 

LEIA TAMBÉM 
Campinas bate novo recorde com mais 10 mortes por covid-19 
RMC tem pior semana epidemiológica desde o início da pandemia

Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, os 32 leitos de UTI foram comprados de hospitais privados, sendo eles 15 leitos no Hospital Metropolitano, 10 leitos na Santa Casa e sete leitos na Beneficência Portuguesa.

Já os leitos de retaguarda foram ampliados em 30 no hospital de campanha, 28 novos no Hospital Metropolitano, 13 na Santa Casa, 12 na Casa de Saúde e seis na Beneficência Portuguesa.

O valor pago pela contratação dos leitos na rede particular, segundo Jonas, é o mesmo valor do custo de leito na rede pública. Cada leito de UTI custa R$ 2,5 mil por dia, já os de retaguarda custam R$ 900 por dia.

De acordo com Carmino, com a nova contratação Campinas chega perto de triplicar a capacidade hospitalar, em um momento em que cada vez aumenta a procura por atendimento.

"Estamos praticamente triplicando o oferecimento de leitos para a comunidade. Uma quantidade dessa é considerada um hospital de porte médio a grande. Se for necessário aumentaremos ainda mais", afirmou.  

MAIS TEMPO INTERNADO 

Segundo Jonas, um fator que causado a falta de UTIs na cidade é o grande período de ocupação por leito.  De acordo com o secretário de Saúde, a média de permanência em leitos de UTI tem sido de 20 dias, quando a média mundial é de até duas semanas.  

Sobre isso, o prefeito destaca que é um aspecto positivo, apesar de causar a sobrecarga no sistema de saúde.

"O tempo de permanência tem sido maior em leitos de UTI, isso é bom, porque ajuda pela luta pela vida. Quando o paciente entra e fica muito pouco tempo, muito provavelmente é porque veio a óbito. Então esse tempo maior é positivo no sentido de ajudar na luta pela a vida, mas é negativo pelo fato de ocupar o leito mais tempo", declarou Jonas.

 REQUISIÇÃO DE LEITOS 

Segundo o prefeito de Campinas, a requisição obrigatória de leitos da rede particular pela Prefeitura pode acontecer de acordo com a mudança do cenário da saúde, mas a princípio a Administração conta com a solidariedade dos hospitais privados.

"No nosso decreto de calamidade, cabe se necessário pela situação, uma incisão mais firma na parte privada", afirmou o prefeito.

O secretário de Assuntos Jurídicos, Peter Panutto, explicou que a requisição é garantida por lei, mas no momento a cidade não precisou fazer a exigência.

"É garantido na lei de licitação e nessa fase que vivemos de pandemia incluímos no decreto dando autoridade para requisição de produtos e equipamentos necessário para o combate na pandemia. É um dispositivo que autoriza a requisição de leitos para passar a ser público, mas o secretário de Saúde tem conversado e temos feito a contratação de forma amigável. Isso será necessário se o hospital se recusar a fazer essa disponibilidade", afirmou Panutto, ressaltando que mesmo com requisição obrigatória a cidade não deixa de ter responsabilidade do pagamento aos leitos.

Segundo o secretário de Saúde, a requisição só será posta em prática caso a rede particular não contribua de maneira solidária.

"Enquanto conseguirmos de forma administrativa, amigável, a gente prefere. É melhor ser assim, a não ser que a gente não consiga de outra maneira", declarou Carmino.

Mais do ACidade ON