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Acic pede que Jonas proíba drive-thru no Centro

Presidente da entidade defende fechamento integral das atividades para retomada mais rápida

| ACidadeON Campinas

Vagas reservadas para o drive-thru em Campinas. (Foto: Denny Cesare/Código19)

A presidente da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), Adriana Flosi, pediu ao prefeito Jonas Donizette (PSB) que proíba a venda de produtos pelo sistema de drive-thru no Centro. 

O sistema foi adotado com 31 vagas na semana passada, após o grande número de pessoas que invadiu a Rua 13 de Maio na semana da reabertura do comércio. Segundo levantamento da própria Acic, cerca de 325 mil pedestres circularam pela principal via do comércio em cinco dias. A medida veio como uma forma de reduzir o número de pessoas nas lojas. A Emdec criou 31 vagas em vias distantes da 13 de Maio para que os motoristas pudessem retirar os produtos sem a necessidade de sair do carro. 

Mesmo com o novo fechamento do comércio por uma semana (com possibilidade de ampliação para mais sete dias), determinado por Jonas na última sexta-feira (19), as lojas puderam continuar operando com o sistema drive-thru. 

Para a presidente da Acic, no entanto, seria melhor promover o fechamento integral das atividades nesta semana para garantir a reabertura na semana que vem. "Já que vai fechar, fecha de uma vez", disse ao ACidade ON. 

Ela afirmou que tem o aval de "alguns comerciantes" e de diretores da Acic. "Vimos que não resolve fechar o atendimento presencial e manter o drive-thru, porque as aglomerações continuam", disse, referindo-se ao movimento de clientes na Rua 13 de Maio, mesmo com as lojas fechadas. 

"Além disso, lojas que ficam mais afastadas dos pontos de drive-thru estão entregando os produtos na porta. Não muda muita coisa", disse Adriana. 

Ela afirmou que fez o pedido diretamente para o prefeito Jonas Donziette e para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Alexandra Caprioli. Na live em suas redes sociais na tarde desta terça (23), Jonas disse que recebeu o pedido e que tomará a medida se este for um desejo "em uníssono" do comércio. 

NECESSIDADES 

Outras entidades que representam os comerciantes, no entanto, discordam da visão da Acic. O Sindilojas é contra a interrupção do drive-thru. "Esta foi uma das formas que o comércio encontrou para 'driblar' o fechamento das lojas", disse a entidade em nota.  

"Pedimos para que o público consumidor se conscientize, comparecendo aos centros comerciais apenas quando necessário para que possamos retomar as atividades de forma segura o quanto antes", completou.

Já o SindiVarejista, o drive-thru é uma forma para os empresários girarem seu fluxo de caixa. "O drive-thru promovido pela Prefeitura não está localizado no corredor da Rua 13 de Maio onde ocorre o movimento mais intenso de pessoas. Por isso acreditamos em sua operação, já que todos os cuidados são tomados nesse modo de operação nas vias: 11 de Agosto e na Visconde do Rio Branco onde há 31 vagas. A entidade ressalta que é contra a prática de retirada de mercadorias e produtos na Rua 13 de Maio devido ao deslocamento de pedestres até o local refletindo em possíveis aglomerações", disse em nota.

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