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Escolas particulares defendem volta às aulas em julho

Entidade que representa o setor discorda de plano apresentado nesta quarta-feira (24) pelo governo do Estado

| ACidadeON Campinas

Escolas estão fechadas desde o dia 23 de março (Foto: Sarah Brito/ACidade ON Campinas)

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) discorda do plano anunciado hoje (24) pelo governo de São Paulo que prevê a volta das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares em setembro. De acordo com o sindicato, a rede privada já está preparada para retomar as atividades em julho.

A entidade emitiu uma carta aberta na tarde desta quarta contestando a decisão. O presidente da categoria, Benjamin Ribeiro da Silva, diz que o plano não levou em consideração a opinião da rede de ensino particular. Segundo ele, as escolas se organizaram para que a volta às aulas fosse mais breve possível.  

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"O que estamos mostrando hoje é a nossa indignação com o fato do nosso nome ter sido usado dizendo que concordamos com essa volta em setembro. Não fomos consultados e hoje chegou essa notícia sem que a gente soubesse, jogando a decisão por goela abaixo. A escola particular já está preparada para receber o aluno de volta a partir da segundo quinzena de julho", argumentou.

Ele também disse que a decisão desagrada os proprietários das escolas privadas, que defendem ter mais recursos e condições de adotar protocolos de higiene e saúde, compara às públicas. Apesar de discordar, o Sieeesp ressaltou que a volta só ocorrerá quando houver a autorização do governo estadual.

O presidente do sindicato acrescentou que as unidades se equiparam e compraram equipamentos de limpeza (desinfecção). Além disso, a porcentagem planejado de alunos na sala era menor do que o proposto pelo governo hoje, de 35%.

"Se preparam para a volta de 20% dos alunos e o restante das aulas aconteceria de forma híbrida. Até porque nós concordamos que tem que haver o distanciamento e tem que ter responsabilidade. A escola se preparou e ela está pronta para voltar às aulas. A escola está se reinventando para o momento", ponderou.

O Sieeesp representa cerca de 10 mil instituições e 2,4 milhões de alunos.

ANÚNCIO ESTADO

As aulas devem retornar no São Paulo, com rodízio entre os estudantes, no próximo dia 8 de setembro, mas apenas se todo o estado se mantiver por 28 dias (quatro semanas) na fase 3 (amarela) do plano de reabertura da economia paulista

A proposta de volta às aulas presenciais prevê ainda que haverá uma combinação de aulas presenciais e a distância.

Segundo o governador João Doria, (PSDB), o plano de volta às aulas engloba de creches a universidades, da rede estadual e municipal, e também serve como recomendação às entidades privadas.

O QUE DIZ O MUNICÍPIO

Em nota, a Secretaria de Educação de Campinas disse apenas que "está trabalhando na elaboração de um plano para a retomada das aulas em consonância com as determinações do Governo Estado". (Sob a supervisão de Luís Fernando Manzoli)

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