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IAC comemora 133 anos enfrentando desafios da covid-19

Pesquisas foram prejudicadas pelo avanço da doença, principalmente em laboratórios e viagens

| ACidadeON Campinas

O IAC, de Campinas (Foto: Carlos Bassan) 

Desafiado pela covid-19, o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) comemora neste sábado (27) 133 anos de existência sendo referência em pesquisas para agricultura e modernização do setor. Agora, enfrenta as dificuldades impostas pelo avanço da nova doença, que em Campinas já matou 277 pessoas e infectou 7.027.

Segundo o diretor-geral do IAC, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Marcos Antonio Machado, o avanço do novo coronavírus impactou a forma de realizar as pesquisas do instituto.

"A gente vive de trabalho de laboratório e viagens de campo. A prevenção no laboratório tem que evitar problemas, então temos alternação de horários. E não estamos viajando", explicou.

Apesar da dificuldade, o IAC tem mantido as pesquisas. "É um trabalho contínuo, mas a covid-19 tirou algumas coisas. Estamos enfrentando e aproveitando para reestruturar algumas coisas", disse.

Nos últimos anos, o IAC contribuiu com 1.103 cultivares de 100 espécies, além de pacotes tecnológicos que envolvem desde o plantio à pós-colheita, incluindo estudos de solo, clima, praga, doenças e segurança e eficiência no controle químico. Essa ciência agronômica gera tecnologias que contribuem para elevar a produtividade das lavouras e a qualidade dos produtos, com redução de custo de produção e de impacto ambiental.

E, agora, com a covid-19, a expertise na pesquisa científica tem se transformado. "Estamos mudando o foco da maneira de trabalhar, focados na solução de problemas e integrar as equipes. Temos que olhar para o futuro e ver o que podemos fazer. Pensar no agricultor, fazer pesquisa em solucionar problemas, atender demandas específicas do agricultor", disse Machado.

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