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Covid-19: uso de máscara protege cinco vezes mais, revela estudo

Obrigatório em Campinas, o uso da máscara protege mais quem usa o equipamento

| ACidadeON Campinas


Circulação de pessoas na Rua 13 de Maio em Campinas. (Foto: Denny Cesare/Código19)

Estudo da Prefeitura de Campinas em parceria com a Unicamp revelou que o uso da máscara de forma contínua contra o novo coronavírus protege em até cinco vezes mais do que o uso ocasional. Os dados mostram que a prevalência da doença é de 1,68% em quem usa máscara sempre, contra 6,7% em quem afirmou usar "as vezes".

O mesmo vale para quem utiliza álcool em gel de forma habitual, sendo que o uso "sempre" corresponde a prevalência da doença em 2,05% dos entrevistados. Já para quem usa as vezes, o índice sobe para 5,95%.

A informação foi divulgada na apresentação do resultado da testagem em massa de covid-19 feita na população de Campinas. Os testados responderam a um questionário ao fazerem o teste para a doença. Foram analisadas 1.937 pessoas, por meio de testes rápidos, sendo que 43 testaram positivo para a covid-19. Na progressão para a população geral, de 1,2 milhão de habitantes, o número é de mais de 27 mil pessoas infectadas (leia mais aqui) ou seja, quatro vezes mais infectados do que o registrado.

"Quem usa máscara sempre, tem muito menos chance de pegar o vírus. Quem usa às vezes, a chance é cinco vezes maior. Então, usar a máscara é fundamental. E isso vale para o álcool em gel, também", explicou o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza.

Por isso, a Prefeitura mantém a recomendação do isolamento social e, se for necessário sair de casa, usar máscara de proteção. O cuidado, principalmente em casos de idosos, também deve usar máscara para evitar o contágio. Na segunda-feira (29), Campinas tinha 296 óbitos confirmados de coronavírus e 7.848 casos.

NA PRÁTICA

De forma prática, isso significa que a maior proporção de campineiros que já foram infectados pela covid-19 só usaram máscaras às vezes e relatam não fazer uso de álcool gel nas saídas de casa.

Além disso, a pesquisa revelou que os entrevistados disseram sair de casa, em primeiro lugar, para alimentação e farmácia e banco. Em segundo lugar, o trabalho e, terceiro, lazer. Por último, a resposta de visita a familiares.

MAIS DADOS

A pesquisa também mostrou que a maior proporção de campineiros que já foram infectados pela covid-19 foram infectados na sua própria residência. No entanto é importante entender que quem trouxe a doença para casa adquiriu em outro lugar que não sua casa e foi, provavelmente, no próprio município de Campinas, segundo a Prefeitura.

Outra informação é que a maioria foi infectada pela covid-19 quando tiveram contato com pessoas com gripe ou suspeitas ou positivas para o novo coronavírus que relataram como principais sintomas: febre, dor de garganta, coriza e tosse.

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