Aguarde...

cotidiano

Com alta de casos, região de Campinas volta à fase vermelha

Região regrediu após apresentar taxa de ocupação nos leitos acima de 80%

| ACidadeON Campinas

Comércio de Campinas durante a reabertura (Foto: Luciano Claudino/Código19)

A região de Campinas regrediu nesta sexta-feira (3) à fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena de combate ao coronavírus, com restrições e com apenas o funcionamento das atividades essenciais por pelo menos mais uma semana. Em transmissão pelas redes sociais na manhã desta sexta-feira (3), o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) adiantou o anúncio da medida, que foi decidida pelo governo estadual e deve ser anunciada pelo governador João Doria (PSDB) na tarde de hoje. O Estado já confirmou para a reportagem a volta à fase vermelha para a região. A mudança começa na próxima segunda-feira (6).
 
CAMPINAS

Até então na fase laranja (fase 2) do plano, Campinas já permanecia há duas semanas com comércio fechado, por decisão municipal e recomendação estadual após lotação dos leitos da cidade. As lojas da cidade estão com as portas fechadas desde o dia 22 de junho, após ficarem 15 dias funcionando. 

Com a mudança e o retrocesso na classificação, a cidade permanece com o comércio fechado, funcionando apenas serviços essenciais- retirando a aprovação do funcionamento de escritórios e serviços em gerais com atendimento ao cliente. Cirurgias eletivas também continuam proibidas nos hospitais privados.

Em relação as igrejas, segundo Jonas, elas entram dentro dos serviços essenciais e os cultos e missas não serão proibidos, mas o prefeito pediu para que sejam feitos de maneira virtual. Com isso, as igrejas podem continuar com as portas abertas e funcionando com capacidade reduzida. Já o comércio de Campinas poderá, segundo Jonas, continuar a funcionar como já vem ocorrendo por meio do sistema de delivery e drive-thru. (Confira abaixo a lista do que pode funcionar).    

A Prefeitura vai publicar amanhã (4) um novo decreto em que define os serviços essenciais como supermercados, farmácias, óticas, transporte, restaurantes (apenas entrega ou drive-thru), postos de combustíveis, oficinas, empresas de construção civil, veterinárias, entre outras são atividades que estão liberadas.  Ainda segundo Jonas, o transporte público continuará funcionando com a mesma capacidade, sem mais restrições por causa da medida.

LEIA TAMBÉM   
Campinas tem mais 12 mortes e total de casos chega a 9.308
 
Covid-19: Campinas completa 20 dias com leitos de UTI no limite

Segundo Jonas, a regressão abrange a regional de Campinas conforme a classificação do Estado- são ao todo 42 cidades, entre elas as cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), cidades da região de Jundiaí e Bragança Paulista.  

O prefeito de Campinas citou o descontentamento da decisão, que segundo ele foi negada ontem, após o vazamento da informação por um colunista do jornal O Globo.  

"Teve um jornalista que publicou logo de manhã dizendo que Campinas iria para a cor vermelha, eu liguei para o comitê, falei da minha contrariedade, e foi negado, falado durante todo o dia que Campinas permaneceria na fase laranja, mas depois a noite recebi uma mensagem falando que a região atingiu a taxa de 80,6% de ocupação de leitos, o que pela regra reclassifica. Então eu lamento, foi um desencontro", declarou.   
 
"Lamentamos voltar para o vermelho. Mas também vai ser importante porque quando for para frente não vamos voltar mais para trás. Faremos de maneira segura. O vírus não deixará de existir. Ele conviverá entre nos por muito tempo. É importante que os passos sejam feitos com segurança, para dar passos seguros. Para a saúde, nos sentimos mais confortáveis como estamos agora para ter segurança para ter o distanciamento e isolamento social. Para assim retomarmos com segurança, sem risco para a vida das pessoas", afirmou o secretário de saúde, Carmino de Souza.

Penalidade
 
O prefeito afirmou que vai aumentar ainda mais a fiscalização, principalmente no comércio e fora da região central. Ele afirmou que as lojas podem funcionar no sistema de delivery ou drive-thru, só não pode abrir as portas para o atendimento de clientes pessoalmente. 

O comerciante que descumprir a decisão, será multado em R$ 1,4 mil. O valor dobra em caso de reincidência e pode ser fechado até o fim da quarentena.

Com a medida, voltam a valer os serviços abaixo:  

- Rede de assistência a saúde- serviços médicos e hospitalares
- Óticas
- Atividades de segurança privada  
- Transporte (com autorização para táxis e aplicativos)
- Alimentação apenas em serviço de entrega, retirada ou drive-thru
- Supermercados e gêneros alimentícios
- Farmácias
- Serviços Bancários
- Lotéricas
- Industrias- com capacidade de 30% nos refeitórios
- Hotéis
- Lavanderias
- Borracharias, mecânicas e lojas de materiais de construção civil
- Lojas de construção civil
- Veterinários
- Manutenção predial  
- Concessionárias e lojas de veículos  
- Estacionamentos  
- Comércio pelo sistema de entrega delivery e drive-thru





Mais notícias



Mais notícias do ACidade ON