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Automedicação não é recomendada para prevenção da covid-19

A Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas informou que o medicamento não deve ser tomado de forma indiscriminada

| ACidadeON Campinas

Remédio que tem sido buscado por pessoas. (Foto: Reprodução EPTV)

A grande procura de um medicamento para tratar piolho, sarna e vermes para evitar complicações da covid-19 tem feito ele sumir das prateleiras das farmácias. Em alguns locais existe até fila de espera.  

O medicamento chamado de Ivermectina chegou a ser testado em laboratório para combater a covid-19, mas ainda não há evidências de uma eficácia. Porém, várias notícias sobre o medicamento têm se espalhado pelas redes sociais e tem feito muita gente ir atrás, mesmo sem qualquer comprovação. Assim como já ocorreu com o Annita, também vendido em farmácias. 

A Ivermectina é um medicamento que colabora no tratamento de diversas infecções causadas por vermes e parasitas que se instalam no organismo, além de problemas relacionados a ácaros, como sarna e piolho. O remédio é tomado em dose única, sendo um comprimido para cada 30 quilos. A caixa com quatro comprimidos sai em média, por R$ 20,00.  

Porém, especialistas de saúde alertam para o perigo da automedicação. A Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas informou que o medicamento não deve ser tomado de forma indiscriminada.

"Para que vou usar, um medicamento que não preciso para prevenir. Estou ingerindo na verdade uma molécula química e essa molécula vai ter que passar pelo meu fígado, vai ter que se metabolizar. Vai ter que ser eliminado pelo meu rim. Então estou forçando órgãos meus que não precisariam trabalhar, atuando na metabolização desse medicamento para que eu possa eliminar. Porque todos os medicamentos que utilizo, de uma certa forma, eu preciso eliminar. Não fica no meu corpo", afirmou o Leonardo Pereira, presidente da entidade.

O nome do remédio surgiu após um teste in vitro que mostrou que a medicação poderia matar o novo coronavírus. O problema é que o teste in vitro é feito fora do corpo humano. Já, no corpo humano essa possibilidade é totalmente diferente. Os cientistas explicam que além de não ajudar, o remédio pode provocar efeitos colaterais graves.

"Pode dar dor muscular, uma coriza, pode aumentar a temperatura do corpo. Podem ocorrer desde reações mais graves, que pode dar uma lesão muscular mais grave na pessoa que usar. Além do risco de problemas neurológicos que também pode causar".

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