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Vendas caem 22,5%; e-commerce se destaca com aumento de 40%

No período de janeiro a junho de 2020, as vendas no varejo da RMC acumularam uma perda no faturamento de R$ 3,301 bilhões

| ACidadeON Campinas

Comércio pode funcionar no sistema delivery ou drive-thru. (Foto: Código 19)

O faturamento dos estabelecimentos do varejo na RMC (Região Metropolitana de Campinas) tem apresentado constantes quedas desde o início da pandemia provocada pela covid-19. Em contrapartida, o e-commerce tem se destacado e salvado muitos comerciantes nesse período de crise. Só para se ter uma ideia, em junho deste ano as vendas do comércio na RMC registraram um faturamento 22,5% menor do que o registrado em junho do ano passado. Caiu de R$ 303,6 milhões para R$ 235,3 milhões.  

Os dados são do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) e a avaliação foi feita pelo ACIC (Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas).  

A queda assustou os empresários, já que junho é um dos meses de maior faturamento do comércio devido ao Dia dos Namorados. No entanto, esse ano as vendas relacionadas a data ficaram 40% abaixo em relação ao ano passado.   
 
Ontem, a região de Campinas voltou a fase laranja do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena. Com isso o comércio volta a reabrir na próxima segunda-feira (27) após três semanas na fase mais severa do plano com apenas as atividades essenciais funcionando. Já Campinas estava há mais de um mês com o comércio fechado. As lojas reabrem na segunda-feira com quatro horas de funcionamento (leia mais aqui). 
 
SETORES

As vendas físicas no setor de Turismo e Transportes em junho, por exemplo, caíram 74,5%. Já nos salões de beleza caíram 60,5%, nos bares e restaurantes 58,2%, e no setor de vestuário 45,7%. Nem mesmo o setor de educação, comunicação e diversão escapou do prejuízo, com queda de 31,6%.  

Os postos de gasolina também foram afetados mesmo abertos, as vendas caíram 31,25%. Os serviços de autopeças tiveram faturamento 8,1% menor e, nas drogarias e farmácias, em que o faturamento vinha subindo até então, a queda foi de 3,48%.  

Nas vendas físicas positivas estão os supermercados e hipermercados, com crescimento de 14,9%. Móveis, eletros e lojas de departamentos também tiveram resultados positivos com 3,5% de aumento nas vendas e material de construção com 20,1%.  

EM SEIS MESES
 
Em um parâmetro semestral, no período de janeiro a junho de 2020, as vendas no varejo de Campinas e região acumularam uma perda no faturamento de R$ 3,301 bilhões, cerca de 22,5% em relação ao mesmo período de 2019.  

Em Campinas, a perda no faturamento chega a R$ 1,417 bilhões, cerca de 22,3% comparado aos seis primeiros meses do ano passado.  

E-COMMERCE
 
Na contramão das quedas, o e-commerce continua sendo o grande destaque para a evolução do comércio digital que, acoplado à prática do delivery motivado pela pandemia, expandiu as vendas em 40% em junho, se comparado ao mesmo período do ano passado.  

O que chamou ainda mais atenção é que o percentual das vendas online apenas no dia dos namorados foi 40% maior do que o registrado na comercialização pelas vias digitais em 2019.  

"Essa dinamização do e-commerce é a maior contribuição que a pandemia pode dar ao comércio digital, pois a expectativa para julho é de que a quarentena continue o que projeta um mês ainda negativo para o comércio varejista em Campinas e Região", analisa Laerte Martins, diretor da ACIC.  


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