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Pandemia já fechou 17,6 mil vagas de emprego em Campinas

Número é o maior para período de quatro meses de toda a série histórica do Caged; em junho, no entanto, houve melhora

| ACidadeON Campinas

Fila para procura de emprego no Cpat em Campinas (Foto: Dario Oliveira/Código19)

O setor produtivo em Campinas já perdeu 17.656 vagas de emprego formal em Campinas desde o início da quarentena para enfrentamento do novo coronavírus, em março. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (28), a cidade perdeu 1.395 postos de trabalho em junho (resultado entre as 7.842 admissões e os 9.237 desligamentos). Embora seja negativo, foi o melhor resultado desde março.

Abril teve o pior desempenho em Campinas, com o fechamento de 9.107 vagas de trabalho. O total de 17,6 mil vagas com carteira assinada é o pior da série histórica para o período de quatro meses consecutivos na cidade, desde 1992.

SETORES

O setor com mais demissões durante a quarentena em Campinas é o de serviços, com o desligamento de 10.139 vagas de março a junho. Em seguida vem o comércio, com fechamento de 5.512 postos de trabalho. A indústria teve o corte de 1.756 posições.

NO BRASIL

Em todo o país, no mês passado, o saldo ficou negativo em aproximadamente 11 mil postos, uma melhora significativa em relação aos meses anteriores. Ainda assim, o total de empregos com carteira assinada perdidos no país desde o início da pandemia, em março, supera 1,5 milhão.

"Qualquer tipo de perda de trabalho não é algo que se comemora, no entanto, (o resultado de junho) é muito expressivo, levando em conta o tamanho dessa pandemia que estamos enfrentando", disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

"O ministro Paulo Guedes (Economia) vinha dizendo que espera uma recuperação em 'V' e a gente demonstra, com os números do Caged, que isso é possível", disse.

O governo argumenta que programas emergenciais evitaram dados piores de emprego na pandemia. Uma das medidas citadas foi a que permitiu a suspensão de contratos e redução de jornadas e salários após acordo entre patrão e trabalhador.

Até o momento, 14,8 milhões de acordos desse tipo foram firmados por aproximadamente 1,4 milhão de empresas. O setor de serviços responde por 7,2 milhões desse total, seguido por comércio (3,7 milhões), indústria (3,3 milhões) e construção (358 mil).

Para bancar a compensação parcial paga a esses trabalhadores, o governo já reservou R$ 21,2 bilhões do Orçamento. (Com Folhapress)

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