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Mortes por covid-19 apresentam queda na RMC

Última semana apresentou diminuição de 13% em números de vítimas fatais, segundo análise de observatório

| ACidadeON Campinas

Balanço demonstrou diminuição de mortes, mesmo com reabertura (Foto: Luciano Claudino/Código19)
O número de vítimas da covid-19 vem caindo na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Na última semana, as mortes causadas pela doença tiveram redução de 13%, apontou o levantamento feito pelo Observatório PUC-Campinas.  

De acordo com os dados, foram 171 mortes na região entre os dias 26 de julho e 1º de agosto, em comparação às 197 na semana de 18 a 26 de julho. No entanto, o número de casos pela doença aumentou 12,46% na região, com a contabilização de mais 7,5 mil casos comparados com a semana anterior.  

No período que antecedeu a reabertura, a nota técnica do Observatório apontou alta de 68% em novos casos (+6,6 mil) e 20% em novas mortes (+197) no período (leia mais aqui)

No entanto, Campinas, município líder em números de casos e mortes na RMC, apresentou redução em ambas as taxas na última semana, segundo a análise.  

Com 2,3 mil novos infectados e 88 óbitos durante a semana, a cidade teve diminuição de 12,5% dos casos e 8,3% de mortes, diminuição que aconteceu mesmo em meio à reabertura na fase laranja do Plano São Paulo, que passou a valer na segunda-feira (27). A pesquisa, no entanto, ressalta que os casos representam contaminação em período anterior. 

"As curvas de óbitos tanto no município de Campinas quanto na RMC e DRS tendem à estabilização, mas vale ressaltar o atraso deste dado em relação ao momento atual, refletindo a ocorrência de casos há mais de duas semanas", afirmam os pesquisadores no texto.  

Segundo os pesquisadores, com a não restrição mais rígida, a tendência é de possível estabilização, mas ainda com números altos. "Com a estratégia de não adotar medidas restritivas mais robustas a região, vão desenhando a curva epidêmica com um preocupante "platô" em patamares muito elevados", afirma a conclusão do estudo. 

O infectologista André Giglio Bueno, professor da faculdade de medicina da PUC-Campinas, citou o platô também nas ocupações em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em Campinas, a taxa têm se movido pouco, e continua em patamares altos, estabilizado na media de 80%. Ontem a taxa de ocupação foi de 81,42% (leia mais aqui).

"Ainda que a tendência de estabilização ao menos no município de Campinas esteja clara, sobretudo pela taxa de ocupação em leitos de UTI vir se mantendo estável, devemos nos manter alertas, pois o cenário futuro ainda não está desenhado e traz grandes preocupações". 

VICE- LIDERANÇA 

Atualmente, o DRS (Departamento Região de Saúde de Campinas), que engloba 42 cidades, continua como o segundo maior em número de casos e óbitos no Estado. Segundo pesquisadores, mesmo com diminuição de mortes, que foi vista também no departamento durante o período (cerca de 6,8%), o departamento ainda ficou atrás apenas da Grande São Paulo em relação ao número absoluto de casos e óbitos por semana.  

Até 1º de agosto, o DRS somava 54,2 mil casos e 1,8 mil mortes, com letalidade (número de mortes por casos confirmados) de 3,5%, já na RMC, segundo o estudo, a letalidade ficou em 3,7%, com 40,1 mil casos confirmados, sendo 1,3 mil óbitos.  

Em relação a mortalidade (número de casos por 100 mil habitantes), Campinas e Nova Odessa são os municípios com os mais altos coeficientes de mortalidade na RMC , com índices de 61 e 48 mortes por 100 mil habitantes, respectivamente. Segundo o levantamento, as cidades estão inclusive entre os 25% dos municípios com maiores taxas de mortalidade no Estado.

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