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Campinas inicia desativação do hospital de campanha

Estrutura deixará de receber pacientes nesta quinta-feira, após cidade atingir platô de casos

| ACidadeON Campinas

O Hospital de Campanha de Campinas, montado na sede dos Patrulheiros (Foto: Carlos Bassan/PMC)

A Prefeitura de Campinas informou nesta quarta-feira (5) o início da desativação do hospital de campanha, instalado na sede dos Patrulheiros, na região do Parque Itália. Segundo a Administração, a partir de amanhã (6) o hospital interrompe o recebimento de novos pacientes, e no dia 13, as operações serão finalizadas totalmente.

De acordo com a Saúde, no dia 13, os pacientes que ainda estiverem internados serão transferidos para unidades de saúde da Rede Mário Gatti, que até o momento tem leitos de retaguarda disponíveis. Hoje, o hospital conta com 84 leitos, sendo que 27 estão ocupados por pacientes com quadro leve da covid-19. 

A desativação do hospital já estava prevista para acontecer neste mês. Em julho, a Prefeitura já havia adiantado a intenção da desativação gradual na estrutura instalada no Parque Itália (leia mais aqui).

Segundo a Prefeitura, a desativação ocorre porque a cidade atingiu um platô de casos de covid-19, mesmo que esse seja um platô ainda elevado. Com mais nove mortes, a cidade chegou nesta quarta (5) a 760 vítimas fatais, e 19.746 pessoas contaminadas (veja mais aqui)

"Estamos entrando em um platô com estabilização da necessidade de leitos de enfermaria. Não estamos mais em uma curva ascendente. Mas estamos num platô alto", afirmou o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, na live feita pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), quando foi anunciada a desativação em julho.

Segundo o prefeito, a desativação dos leitos será feita para evitar gastos adicionais. "Isso faz parte do dever de economicidade, que é cuidar das vidas das pessoas mas não desperdiçar dinheiro público", afirmou durante o anúncio. Na operação da unidade foram investidos R$ 5 milhões. 

De acordo com a Saúde, ao todo passaram pelo hospital 595 pacientes. Houve ainda 28 óbitos na unidade até o final de julho. "Estamos percebendo a redução dos casos de menor complexidade. Até o dia 13, que é a data limite de operação dessa unidade, acreditamos que todos os pacientes já tenham recebido a alta. Importante destacar que até lá serão 600 pacientes atendidos pela unidade", afirmou Marcos Pimenta, presidente da Rede Mário Gatti. 
 
O HOSPITAL
 
O Hospital de Campanha é gerido pela Prefeitura de Campinas por meio de uma empresa contratada. A unidade foi erguida gratuitamente pela ONG EDS (Expedicionários da Saúde) no ginásio dos Patrulheiros, e começou a funcionar no fim da segunda quinzena de maio, atendendo pacientes com menos complexidade.

Segundo a Prefeitura, a proposta era que o hospital de campanha fosse uma retaguarda para os hospitais Ouro Verde e Mário Gatti, que durante o enfrentamento da pandemia passaram por pressão tanto em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), como em leitos de enfermaria.  

A unidade levou 20 dias para ser construída. Os Patrulheiros de Campinas, cederam o espaço físico, e os Expedicionários realizaram a montagem da estrutura, cedendo ainda a maior parte dos mobiliários e equipamentos. Durante os últimos meses, a unidade passou ainda por dois carregamentos de leitos adicionais, por causa da lotação dos hospitais públicos. Ele começou a funcionar com 34 leitos, chegando a 84 atualmente. 

De acordo com a Administração, o valor do certame para a contratação da equipe e dos gastos do funcionamento foi de pouco mais de R$ 5,2 milhões, pelo período de funcionamento de 60 dias da estrutura.

Em nota, a Rede Mário Gatti afirmou que vai manter a estrutura física montada no hospital, caso ela precise voltar a ser usada. No entanto, o Instituto que estava fazendo a operação das unidades irá encerrar as atividades.






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