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Com mais 14 óbitos, Campinas ultrapassa 1 mil mortes pela covid-19

Devido ao triste número o prefeito decretou três dias de luto na cidade

| ACidadeON Campinas

Campinas passa nesta sexta-feira dos 1 mil mortos pela covid-19. (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Campinas ultrapassou a marca de 1 mil mortos pela covid-19 nesta sexta-feira (28). O número foi confirmado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) durante transmissão pelas redes sociais sobre os dados da doença na cidade. Com mais 14 mortes confirmadas hoje (28) a cidade chega a 1.004 vítimas fatais da doença em pouco mais de cinco meses de enfrentamento de pandemia.  
 
Devido ao triste número o prefeito decretou três dias de luto na cidade. Amanhã (29) a determinação será publicada no Diário Oficial do Município. 
 
"Essa é a notícia mais triste que tenho que passar em todo minha vida à frente da Prefeitura. Tivemos mais 14 motos e chagamos aos 1.004 pessoas que perderam a vida. Por isso, decreto luto oficial de três dias em Campinas. Isso vai ser publicado no Diário Oficial de amanhã. É uma maneira de prestar uma singela homenagem e isso nos causa uma profunda tristeza", afirmou o prefeito.

Jonas ainda informou o perfil das 1.004 vítimas fatais na cidade. Desse total 883 pessoas tinham outras doenças, ou seja, 88% do total. Já 121, não tinham outro problema de saúde, ou seja, 12% do total. " Esse número também é bastante considerável".  

Quanto a faixa etária, 821 tinham mais de 60 anos, ou seja, 82% pessoas que perderam a vida. Já, 183 tinham menos de 60 anos e 101 estavam na faixa de idade entre 50 e 59 anos. Outras 45 vítimas tinham entre 40 e 49 anos; 28 tinham entre 30 e 39 anos; sete com idades entre 20 e 39 anos e duas pessoas com idades entre 5 e 19 anos. " São números que nos entristece. Cada vida vale, é um número muito forte", analisou. 
 
"Quero enfatizar que temos apenas 28 óbitos entre 30 e 39 anos, mas essa é a faixa etária com o maior número de casos. Apesar de não chegar ao óbito em muitos dos casos, estas são pessoas que podem transmitir e podem evoluir para óbito", afirmou o secretário de Saúde Carmino de Sousa. 
 
O secretário ainda continuou: "Passada essa avalanche, tem que ficar a lição que isso não acabou. É preciso continuar a proteger idosos e vulneráveis, evitar aglomerações. Temos de lembrar que ainda não há remédio e vacina. Isso vai demorar ainda pois a ciência caminha em um outro tempo. Temos que estabelecer uma forma de conviver com esse vírus enquanto não há uma forma definitiva de erradicá-lo", finalizou Carmino.   
 
NÚMERO FORTE

Para a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), Andrea Von Zuben, a marca de mil mortes representa uma quantidade de vítimas fatais, que desde o início, houve a intenção de evitar. O número, no entanto, registrado após seis meses de enfrentamento da doença, mostra que Campinas tem melhores resultados do que as demais metrópoles do país.

"É claro que não é baixo, não gostaríamos que tivéssemos nenhuma morte, mas é uma doença pandêmica, que não tem tratamento e cuja letalidade em outros países chegaram a ser mais alta", afirmou, ressaltando que a análise da Vigilância tende a não olhar para o número total, mas sim em fazer análises sobre o que ele representa de acordo com número de habitantes e pessoas contaminadas.

"Não sabemos qual vai ser o número final, pode ser até bem mais que isso, mas não podemos trabalhar olhando para esse número absoluto, olhamos o coeficiente por base populacional. A nossa letalidade olhando em comparação com outras metrópoles é uma das melhores, é uma das mais baixas do Estado em cidades com mais de um milhão de habitantes, e olhando para o total populacional, é um coeficiente baixo" declarou.
 
  
NÚMEROS DESSA SEXTA

O prefeito ainda divulgou os números da doença na cidade registrados em Campinas de ontem para hoje. Do total de 14 mortes registrados hoje, nove eram homens e cinco mulheres e todas as vítimas tinham outras doenças. A Saúde ainda investiga outras 16 mortes que podem ter sido causada pela doença.

De ontem para hoje também houve mais 182 casos da doença e o total chega a 27.330. Desse total, 25.558 pessoas já estão recuperadas do vírus, 213 a mais que ontem.  

Ainda há 336 pessoas internadas com covid-19 em hospitais públicos e privados na cidade. Também há 432 pessoas fazendo o isolamento domiciliar com sintomas brandos da doença.  

Sobre as vítimas divulgadas nessa sexta-feira
 
Mulher, de 75 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 27 de agosto em hospital público. O exame foi feito no Instituto Adolfo Lutz.  

Homem, de 84 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 14 de agosto em hospital privado. O exame foi clínico e por tomografia.  

Homem de 76 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 13 de agosto em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.  

Homem, de 71 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 26 de agosto em hospital público. O exame foi feito no Instituto Adolfo Lutz.

Homem, de 68 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 26 de agosto em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.  

Homem, de 64 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 26 de agosto em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.  

Mulher, de 54 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 27 de agosto em hospital público. O exame foi feito no Instituto Adolfo Lutz.  

Homem, de 64 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 26 de agosto em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.  

Homem, de 92 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 20 de agosto em hospital público. O exame foi feito no Instituto Adolfo Lutz.  

Homem, de 92 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 20 de agosto em hospital público. O exame foi clínico e por tomografia.  

Mulher, de 52 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 26 de agosto em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.  

Mulher, de 98 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 20 de agosto em hospital público. O exame foi clínico e por tomografia.  

Mulher, de 68 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 17 de julho em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.  

Homem, de 53 anos, que tinha outras doenças. Morreu no dia 26 de agosto em hospital privado. O exame foi feito em laboratório privado.

 


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