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Covid-19: Campinas fará testagem em massa em motoboys em novembro

2,2 mil trabalhadores de delivery serão testados gratuitamente para covid-19; agendamento será feito pelo telefone 160

| ACidadeON Campinas -

Campinas fará testagem em massa em motoboys em novembro (Foto: Luciano Claudino/Código19) 

A Prefeitura de Campinas vai fazer uma testagem em massa de forma gratuita nos motoboys de delivery da cidade a partir do dia 3 de novembro, por conta da exposição dos trabalhadores nas ruas durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo a Administração, 2,2 mil trabalhadores devem passar pelo teste rápido.

Para isso, os motoboys interessados devem fazer o agendamento por meio do telefone 160 a partir desta quarta-feira (28). O inquérito sorológico deve levar pelo menos quatro semanas e serão testados 64 profissionais por dia, em média.

A testagem, segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB) em live oficial, não será obrigatória, mas é uma maneira de avaliar como os trabalhadores foram impactados ou não pela pandemia. Em Campinas, já são 1.307 mortes pela covid-19 desde março e 37.050 casos confirmados.

"Em Campinas, o inquérito sorológico é um acerto que tivemos com o Ministério Público do Trabalho. Por um bom período, e até hoje, as pessoas têm pedido comida. Fala-se, então, do risco desta transmissão. Por isso, vamos ver como está a parte da saúde dos motoboys e dar uma tranquilidade sobre esta questão", disse.

OS LOCAIS

A Prefeitura informou que essa testagem em massa será feita em dois locais: no Cerest (Avenida Prefeito Faria Lima, 680, Parque Itália) e na Policlínica 2 (Avenida Francisco Glicério, 1.477, Centro). Esses pontos foram escolhidos para facilitar a ida do trabalhador, uma vez que ficam na região central de Campinas.

Os exames serão feitos em parceria com o laboratório Hilab, assim como foi realizados com outros inquéritos, entre eles dos profissionais da Saúde, Educação e Segurança Pública da Prefeitura.

Depois de colhida a amostra, o resultado deve sair em 20 minutos, segundo a Prefeitura. "A maior dificuldade que tivemos e estamos tendo ainda é em relação ao cadastro dessas trabalho e dessa relação informal deles. Nós não temos muitos dados. As empresas e o MPT (Ministério Público do Trabalho) vão nos ajudar", disse.

Ainda cinco escolas técnicas ajudarão a Prefeitura com profissionais para a administrar os exames nos motoboys. Caso a demanda aumente, a Prefeitura prevê aumento no número de testes em outras unidades.

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