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Saiba tudo sobre a vacinação contra a covid-19 em Campinas

Confira nessa matérias as principais informações sobre como está a vacinação na cidade de Campinas

| ACidadeON Campinas

Vacinação contra a covid-19 já começou em Campinas (Foto: Denny Cesare/Código19)

*Matéria atualizada às 15h25 do dia 26 de fevereiro* 

A campanha municipal de vacinação contra a covid-19 começou no dia 21 de janeiro em Campinas e segue em andamento com a aplicação de doses das vacinas Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e de Oxford, da Fiocruz. Até o balanço de ontem (22), divulgado pela Prefeitura, 81.497 doses já foram aplicadas, sendo 60.310 em primeira dose, e 21.187 em segunda.

VEJA AQUI MAIS NOTÍCIAS SOBRE VACINAÇÃO

Com objetivo de informar sobre o status da vacinação, ACidadeON traz as atualizações sobre o andamento da imunização na cidade:  

COMO ESTÁ A VACINAÇÃO HOJE EM CAMPINAS 

ETAPAS  

A primeira etapa da vacinação foi dividida, por enquanto, da seguinte maneira:

1º fase - Profissionais de saúde da linha de frente e idosos em asilos; a primeira em ser iniciada; profissionais da linha de frente já começaram a receber a 2ª dose;

2º fase - Seis categorias de profissionais de saúde - Encerrou no dia 10 de fevereiro;

3º fase - Idosos acima de 90 anos que não moram em asilos e outras 13 categorias - já iniciada através de agendamento; encerrada para os profissionais de saúde no dia 10 de fevereiro;
 
4ª fase - Idosos entre 85 e 89 anos - Vacinação iniciada dia 11 de fevereiro através de agendamento;

Observação: a partir do dia 11 de fevereiro a Prefeitura realiza a vacinação apenas em grupo de idosos, encerrando aplicação em profissionais. Podem se vacinar atualmente idosos acima de 85 anos.

AINDA AGUARDANDO DEFINIÇÃO DE DATA 

Ainda aguardam o início do agendamento e da vacinação idosos abaixo dos 85 anos. Segundo a Prefeitura, ainda há a espera pela definição do Ministério da Saúde e o recebimento das doses no município. Para os demais grupos, ainda não há cronograma definido.  

HISTÓRICO

A campanha de vacinação contra a covid-19 começou no mês passado em Campinas. A primeira pessoa a ser vacinada na cidade recebeu a primeira dose da Coronavac, vacina desenvolvida em parceria internacional entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac na segunda-feira (18), um dia após o governo do Estado de São Paulo aplicar a primeira dose da vacina no país.

Na cidade, o primeiro carregamento da vacina chegou também na segunda, com 4 mil doses destinadas exclusivamente ao HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp. Depois dele, a Prefeitura de Campinas recebeu na noite de quarta-feira (20) um carregamento com 24,9 mil doses da Coronavac, e iniciou no dia seguinte a imunização nos profissionais de saúde, com a distribuição das doses na rede pública e privada.

1º GRUPO: A primeira etapa da vacinação começou a ser feita em profissionais de saúde que trabalham diretamente no atendimento de casos de covid-19 e idosos institucionalizados (aqueles que moram em lares de longa permanência). Para profissionais de saúde, a vacinação pelo município começou na quarta-feira (20). Já para idosos em asilos, a imunização começou a ser feita no dia 27. Para esses dois grupos não é necessário fazer agendamento, visto que as vacinas são entregues diretamente nesses locais. 

2º GRUPO: O segundo grupo que começou a ser vacinado em Campinas foi o de profissionais de saúde em geral. A vacinação para estes começou na quinta-feira (28) e apenas seis categorias profissionais foram contempladas, entre elas estão médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas, fisioterapeutas, técnicos em laboratórios de análises clínicas e motoristas de ambulância. A prefeitura, no entanto, encerrou a aplicação de doses a esses grupos no dia 11 de fevereiro.
 
3º GRUPO: A terceira etapa de vacinação começou no dia 4 de fevereiro, com a aplicação de doses em idosos acima de 90 anos além de funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres, assistentes sociais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, nutricionistas, veterinários, psicólogos, profissionais de educação física, terapeutas ocupacionais, técnicos e auxiliares de saúde bucal,e auxiliares em laboratórios de análises clínicas. Nestes grupos a vacinação também era feita através de agendamento. No caso dos profissionais, a prefeitura também encerrou a aplicação de doses a esses grupos no dia 11 de fevereiro.

4º GRUPO: Idosos com idade superior a 85 anos de idade: agendamento iniciado em 10 de fevereiro e vacinação começou no dia 11.

COMO FUNCIONA O AGENDAMENTO

Para evitar aglomeração, as pessoas que forem receber a vacina precisarão agendar o dia e o horário. O agendamento é aberto depois que as doses chegarem e forem disponibilizadas para cada grupo. O número de horários que será aberto para a primeira fase estará de acordo com a quantidade de vacinas enviada à cidade.

Em Campinas, o agendamento atualmente é feito por meio do portal de vacinação, pelo telefone 160 ou pelo centro de saúde de referência. Vale lembrar que o agendamento só é possível para os grupos com início já listados acima.

CENTROS DE IMUNIZAÇÃO EM CAMPINAS 

A Prefeitura de Campinas já definiu os Centros de Imunização na cidade. Segundo a Administração, os locais são espaços grandes, com fácil acesso por ônibus e com estacionamento, o que possibilitará fazer vacinação no carro, se for necessário. Os centros foram divididos por regiões da cidade:  

- Casa da Criança Paralítica Rua Pedro Domingos Vitali, 160 - Parque Italia (região Sul);  

- Naed Noroeste Avenida Ibirapuera, s/nº, Jardim Londres (região Noroeste);  

- Centro de Vivência do Idoso  (Lagoa do Taquaral) - portão 5 (região Leste);  

- Círculo Militar Avenida Getúlio Vargas, 200. Jardim Chapadão (região Norte);
 
- CAIC Sudoeste Rua José Augusto de Mattos, s/nº, Vila União (região Sudoeste).  

PRÉ-CADASTRO
 
Pré-Cadastro: É obrigatório? O pré-cadastro não é obrigatório!
 
Ele foi desenvolvido pelo governo do Estado de São Paulo para agilizar o atendimento no dia da vacinação.
Importante: O pré-cadastro não é um agendamento e não é uma reserva de doses. Mas pode ajudar para um atendimento mais rápido nos locais de vacinação e evitar a formação de aglomerações.  

Quem não fizer o pré-cadastro, não precisa se preocupar, pois a vacinação será feita mesmo sem ele. Se quiser fazer o pré-cadastro, acesse: www.vacinaja.sp.gov.br  
  
ENTENDA A  VACINAÇÃO

As vacinas do Instituto Butantan e da Fiocruz foram autorizadas para uso emergencial pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após análise dos requisitos de segurança, qualidade e eficácia, bem como se o benefício do uso emergencial contra a covid-19 seria favorável em relação aos riscos. 

As duas vacinas precisam de duas aplicações, sendo que após as doses são capazes de gerar uma resposta de defesa do corpo humano.  

Veja detalhes sobre cada vacina abaixo:

CORONAVAC

A vacina Coronavac é produzida com vírus inativados do novo coronavírus (Sars-CoV-2) que não causam o desenvolvimento da doença, mas são capazes de gerar uma resposta de defesa do corpo humano.

Com a aplicação de duas doses da vacina, o sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19. Ou seja: a vacina não tem o objetivo de eliminar o vírus, mas sim proteger a pessoa infectada pelo vírus para que não desenvolva sintomas graves da doença diminuindo o risco de complicações e morte. Veja um pouco mais sobre a eficácia de proteção da Coronavac abaixo. 

Baseado no resultado dos testes, a eficácia da vacina teve os seguintes resultados, divulgados pelo Butantan:

- 50,38% de eficácia global: Significa que vacina diminuiu em 50,38% a probabilidade da pessoa infectada pelo novo coronavírus ter os sintomas da COVID-19. Exemplo: em um grupo de 100 pessoas vacinadas com a Coronavac, em torno de 50 pessoas não apresentaram nenhum sintoma e as demais, também em torno de 50 pessoas podem ter sintomas de COVID 19.  

- 77,96% de eficácia para casos leves: Significa que naquelas 50 pessoas vacinadas com a CoronaVac que podem ter sintomas de covid 19, a vacina impediu que os sintomas mais intensos que exigem assistência médica em 77,96% dos casos, o que corresponde a 39 pessoas. Nas outras 11 pessoas, os sintomas foram leves e, por isso, também não precisaram de assistência médica. 

- 100% de eficácia para casos moderados e graves: Significa que a CoronaVac protegeu a pessoa infectada pelo novo coronavírus contra sintomas moderados e graves, ou seja, a vacina teve a capacidade de afastar complicações que requerem hospitalização e/ou UTI.  

Com a redução de casos graves e moderados, a demanda por consultas e leitos hospitalares diminui. O que aumenta a qualidade da assistência prestada em todos os níveis de atenção: ambulatórios e hospitais. 

FIOCRUZ-OXFORD    

A vacina Oxford-AstraZeneca requer duas doses, administradas com um intervalo de quatro semanas, para preparar o sistema imunológico para lutar contra o novo coronavírus. Segundo dados divulgados por especialistas britânicos, a eficácia da vacina é de 70% 

Isso significa que 7 a cada 10 pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando a segunda dose é aplicada 12 semanas após a primeira, esse número sobe para 80%

Como funciona: a vacina de Oxford foi desenvolvida com a tecnologia de vetor viral não-replicante de adenovírus de chimpanzé. 

O adenovírus de chimpanzé é manipulado geneticamente para inserir o gene da proteína "Spike" (proteína "S") do Sars-CoV-2. Depois de obtido, os adenovírus são amplificados em grande quantidade usando células cultivadas em biorreatores descartáveis. Estes adenovírus são purificados, concentrados e estabilizados para compor a vacina final.

Os adenovírus que compõem a vacina não podem se replicar na pessoa vacinada (vírus não-replicante), mas são reconhecidos por nossas células, que desencadeiam uma resposta imunológica específica para a proteína S, gerando anticorpos e outras células (células T) contra o novo coronavírus.


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