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Especial coronavirus

Campinas suspende aulas presenciais na rede particular e estadual

As medidas passam a valer a partir de amanhã, dia 3, e seguem até o dia 16 de março

| ACidadeON Campinas -

Aulas na rede estadual voltaram neste mês (Foto: Denny Cesare/Código19)

O prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos) anunciou hoje (2) a suspensão das aulas presencias das escolas públicas e privadas em Campinas. A medida ocorreu durante live pelas redes sociais onde o prefeito informou que Campinas retrocede à fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena. As medidas passam a valer a partir de amanhã, dia 3, e seguem até o dia 16 de março (veja as novas determinações da fase vermelha aqui).

A determinação de suspensão das aulas é para todas as escolas do Estado e particulares que iniciaram as aulas mês passado. "A única exceção é para os cursos de saúde que podem ter aulas presenciais", afirmou o prefeito. As da rede municipal estavam previstas para retornarem ontem, mas devido a piora da pandemia a medida foi suspensa (leia mais aqui). 

Nesse período apenas as atividades essências poderão funcionar na cidade. "Durante 14 dias, até o dia 16 de março, poderão funcionar apenas as atividades essenciais na cidade. Não pode academia, cabeleireiro e barbearias, por exemplo. Nenhuma com público. Nós estamos fazendo também uma restrição das igrejas com encerramento das atividades às 20h e com 30% da capacidade. Ainda seguindo as orientações, estão suspensas as aulas presenciais de todos os níveis, com exceção dos cursos superiores da área de saúde", afirmou Peter Panutto, secretário municipal de Justiça.

Ainda segundo o secretário de Justiça, o prefeito como autoridade máxima da cidade tem previsão legal de ser mais restritivo do que o Estado, por isso, a fase vermelha inclui as escolas estaduais.

SECRETÁRIO ESTADUAL TAMBÉM DEFENDE A SUSPENSÃO DAS AULAS PRESENCIAIS NO ESTADO

A secretaria estadual da Saúde vai pedir ao Centro de Contingenciamento do Coronavírus que suspenda as aulas presenciais nas escolas de São Paulo. A informação foi dada pelo secretário Jean Gorinchteyn na manhã desta terça (2) em entrevista à rádio CBN. 

Segundo Gorinchteyn, diante do aumento de casos de Covid-19 em um curto espaço de tempo, e percebendo que os pacientes têm permanecido mais tempo ocupando leitos de UTI, é necessário reduzir a circulação de pessoas.  

"Isso [suspensão das aulas presenciais] é um tema que a gente realmente está discutindo. Se nós estamos entendo que as pessoas estão ameaçadas frente ao vírus, frente a um colapso, nós temos que reavaliar a circulação das pessoas em situações que poderiam ser evitadas, uma delas é a questão da escola", afirmou.  

"A gente tem que lembrar que o problema não é a escola. A gente sabe disso. Mas o problema é a circulação das pessoas. Eu vou levar meu filho para a escola. Eu pego condução para levá-lo, para buscá-lo."  

O secretário ainda afirmou que a possível suspensão das aulas deve ser discutida nos próximos dias com os membros do comitê de controle da pandemia da gestão João Doria (PSDB). Questionado se seria favorável à medida, Gorinchteyn respondeu: "Sem dúvida". 

"Então, nesse momento, nos próximos dias, vale a observação sobre essa questão de não haver aulas. Isso é uma das discussões que vamos estar tomando junto ao centro de contingência, para que não ocorram [aulas presenciais] nesse momento."  

Gorinchteyn insistiu que as escolas não seriam o local de contaminação, mas são mais um motivo para que professores, funcionários, pais e alunos tenha quem se deslocar, inclusive se expondo à contaminação em locais como o transporte público.
As aulas presencias na rede privada de ensino estão autorizadas desde janeiro; na rede estadual, desde o dia 8 de fevereiro; e na rede municipal de ensino da capital, desdeo último dia 15. Em todas elas, a capacidade máxima autorizada para presença em sala foi de 35% de alunos matriculados.  

A medida, no entanto, encontra resistência na pasta da Educação, segundo a qual uma nova suspensão das aulas presenciais pode trazer ainda mais prejuízos pedagógicos aos alunos. Também há temor de que o novo fechamento possa fortalecer o movimento dos professores contrários ao retorno presencial  

Desde o início das aulas presenciais, parte dos professores da rede estadual entraram em greve e só estão ministrando aulas remotas. Docentes da rede municipal da capital também estão paralisados contra a volta presencial.  

Até o dia 13 de fevereiro, escolas públicas e privadas do estado de São Paulo haviam registrado 741 casos confirmados de Covid-19 em 2021, segundo dados do Simed (Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para a Covid-19).  

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, atualmente há nove escolas com aulas presenciais suspensas em razão de infecções de docentes e alunos por Covid-19, sendo que cinco delas estão com as atividades administrativas em funcionamento. (COM ALINE MAZZO E ISABELA PALHARES/ FOLHAPRESS).

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