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Covid: em crise, SP cria plano econômico para bares e restaurantes

Academias, salões de beleza e produção de eventos também poderão ser beneficiados com linha de crédito; suspensão de corte de água e gás foi prorrogado até abril

| ACidadeON Campinas -

Setor poderá ter linha de crédito devido a crise gerada pela pandemia (Foto: Luciano Claudino/Código19)
O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (17) um plano de apoio econômico para bares, restaurantes, academias, salões de beleza e produção de eventos. O setor é um dos mais atingidos pela quarentena mais rígida de covid-19 e o pacote prioriza estabelecimentos com faturamento mensal de até R$ 30 mil.   
 
O plano prevê novas linhas de créditos no valor de R$ 100 milhões no Desenvolve SP e no Banco do Povo, suspensão de tarifas de abastecimento e retomada de incentivos fiscais sobre leite e carne.


Com o novo anúncio, micro e pequenas empresas dos segmentos dos setores mais afetados terão uma linha especial de financiamento via Desenvolve SP no valor de R$ 50 milhões, com prazo de pagamento de 60 meses, oito meses de carência e taxa de juros de 1% ao mês mais Selic, além da dispensa de Certidão Negativa de Débitos.

Os benefícios serão oferecidos em até dez dias úteis no site www.desenvolvesp.com.br. Clientes com empréstimos antigos no Desenvolve SP também serão beneficiados com adiamento de até três meses para pagamento de prestações.

Outros R$ 50 milhões serão oferecidos pelo Banco do Povo em microcrédito para capital de giro. O limite será de até R$ 10 mil, com taxa de juros de 0% a 0,35% ao mês, carência de seis meses e prazo para pagamento de até 36 meses. Os empréstimos podem ser solicitados no site www.bancodopovo.sp.gov.br .

ÁGUA E GÁS


Além do pacote econômico, o governo prorrogou até dia 30 de abril a suspensão de cortes nos serviços de saneamento e gás canalizado para clientes comerciais da Sabesp, Comgás, Naturgy e Gás Brasiliano Distribuidora. O benefício vale para estabelecimentos com consumo de até 100 m³ mensais de água e de até 150 m³ por mês de gás.

Os clientes também não serão negativados por débitos registrados entre os dias 18 de fevereiro 30 de abril. Os estabelecimentos negativados por débitos durante a pandemia podem repactuar acordos e renegociar débitos mediante correção monetária, sem multas e juros. O prazo para parcelamento será de 12 meses.

LEITE E CARNE

Para evitar o aumento dos preços ao consumidor final, o leite pasteurizado voltará a ter isenção de ICMS na venda para o comprador. A alíquota de 4,14%, que havia sido estabelecida em janeiro deste ano, deixará de ser cobrada.

No caso da carne, os estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional, em sua maioria açougues de bairro, voltam a pagar 7% de ICMS na compra de carne para revenda desde janeiro, a alíquota estava em 13,3% desde janeiro). Ambas as medidas valem a partir de abril.

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