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Especial coronavirus

Doria prorroga fase de transição com ampliação de horário do comércio

Novas regras passam a valer neste sábado e vão até o dia 23; veja o que muda

| ACidadeON Campinas -

 

Anuncio foi feito pelo governador durante coletiva (Foto: Governo do Estado de SP)

O governo do Estado de São Paulo decidiu nesta sexta-feira (7) flexibilizar as regras do Plano São Paulo e prorrogar a fase de transição por mais duas semanas e com expansão do horário de funcionamento de todos os setores, incluindo o comércio e restaurantes, até as 21h. As novas regras passam a valer a partir deste sábado (8) e valem até o dia 23 de maio.  

A nova reclassificação foi feita em coletiva de imprensa no começo da tarde hoje e transmitida pelo ACidade ON. A capacidade de funcionamento também dos setores também foi aumentada, sendo que agora os estabelecimentos podem funcionar com até 30% do número de clientes.   
 
"O Centro de Contingência recomendou a prorrogação da fase de transição, que permite que as atividades econômicas possam ocorrer de forma controlada e segurada. Vamos acompanhar as próximas duas semanas para vermos se temos uma situação positiva", disse o coordenador do Centro de Contingência da covid-19, Paulo Gabbardo. 

Atualmente, o Estado segue há três semanas as regras da fase de transição, que a cada semana teve flexibilizações graduais. Até então, o governo permitia o funcionamento de setores como comércio e serviço, com capacidade de 25% de ocupação, no período das 6h às 20h, ainda mantendo o toque de recolher a partir das 20h. 

Na última quarta-feira (5), o governador João Doria (PSDB) já havia sinalizado o anúncio de hoje, citando que os indicadores da pandemia estavam positivos no Estado. Os números da região de Campinas, em queda, permitiriam o avanço para a fase laranja (veja abaixo). 

Vale lembrar que desde o início de março, com o pico de internações e casos por covid-19, todo o Estado seguiu regras rígidas, entre a fase vermelha e a emergencial (mais dura de toda a pandemia até então). A fase de transição, com as flexibilizações de então, vale desde o último dia 18 de abril, sendo que a cada semana foram feitas mais liberações graduais.  

"Conseguimos ter essa estabilização, primeiro uma redução de casos e óbitos, e mantivemos essa desaceleração. Em enfermaria de 0,73% e da UTI, 0,42%. Essa é a média diária de redução, mas ainda com patamar elevado. Lembrando que os ajustes de regras valem a partir de amanhã, sábado (8)", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

O QUE MUDA 

- Comércio e restaurantes podendo funcionar até às 21h, e não mais 20h;   

- Capacidade de 30% e não mais 25%;

- Toque de recolher das 21h às 5h e não mais das 20h às 5h;  

REGRAS

- Atividades comerciais: Atendimento presencial entre 6h e 21;
- Atividades religiosas: Permitidas atividades presenciais individuais e coletivas
- Restaurantes e similares: Consumo local entre 6h e 21h;
- Salão de beleza e barbearia: Atendimento presencial entre 6h e 21h;
- Atividades culturais: Atendimento presencial entre 6h e 21h;
- Academias: Atendimento presencial entre 6h e 21;
- Parques estaduais e municipais: Funcionamento entre 6h e 18h;  

 Mantido o teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de entrada e saída das atividades do comércio, serviço e industrias.

NÚMEROS DA REGIÃO 

Mesmo com alguns índices ainda altos, os números atuais do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas indicavam que a região poderia avançar para a fase laranja. 

No DRS de Campinas, a porcentagem é 73,7%, de ocupação de leitos de UTI Covid-19, o que poderia significar o avanço para a fase laranja, sendo que nesta fase, há a permanência nas regiões com ocupações entre 70% e 80%. O dado é do Seade (Fundação Sistema Atual de Análise de Dados) do Estado de São Paulo. 

Também são analisados os indicadores de evolução da pandemia, como a incidência de novos casos, óbitos e internações. Nesta semana a variação semanal ficou em queda em todos os índices, tanto no número de casos (-13,7%), como de internações (0,7%) e mortes (-21,1%).

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