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Caism, da Unicamp, tem três recém-nascidos com covid-19 em Campinas

Além dos bebês, uma mãe também está internada com coronavírus na unidade; visitas ficam impedidas em casos confirmados

| ACidadeON Campinas

O Caism, na Unicamp (Foto: Denny Cesare/Código19)
O Caism (Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti), da Unicamp, está com três recém-nascidos infectados com a covid-19 em Campinas. Além dos bebês da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, uma mãe também está internada com coronavírus na unidade. 

No começo de abril, um bebê teve diagnóstico confirmado da doença, o que gerou um protocolo na época (leia mais abaixo). Atualmente, as visitas continuam impedidas em casos confirmados. Só são permitidas a entrada no local das mães que têm o teste negativado. 


Segundo o diretor da Divisão da Neonatologia do Caism, Jamil Caldas, os três recém-nascidos foram diagnosticados com a covid durante testagem de rotina feita tanto nas crianças como nas mães, como forma de impedir a propagação do vírus. 

"Nós fazemos a triagem dos recém-nascidos e das mães uma vez por semana, tanto por segurança como por vigilância epidemiológica. Isso nos permite que as mães tenham acesso à unidade neonatal para acompanhar seus filhos, porque é um horário ilimitado", disse ele. 


As visitas feitas pelas mães podem ocorrer 24 horas por dia, tanto para estar ao lado das crianças como para receber notícias dos tratamentos. Inclusive, para o hospital a transmissão da covid-19 ocorreu de forma materna, apesar dos cuidados tomados. 

"Realizamos o PCR no nariz das mães e dos bebês. Estando negativo e as mães sem sintomas, sem familiares suspeitos, a gente permite a entrada habitual. Mas, quando existe um sintoma, em geral elas ligam, porque estão preocupadas com a saúde delas, dos bebês e das outras crianças e mães", disse. 

Quando detectada a doença, o recém-nascido tem as visitas impedidas e as mães dos outros bebês têm que fazer exame e só podem ir ao Caism se não tiverem sintomas. "Todos os bebês positivados não têm implicação da doença. Foram crianças com a doença detectada pelo teste, mas não tiveram a vida alterada pela covid-19. Estão internados por motivos particulares".  

Ainda de acordo com o Caism, "todas as decisões relacionadas ao enfrentamento da pandemia são revistas a cada 48h, ou antes quando necessário, por um comitê especializado". O hospital disse ainda que "eventuais atualizações dessas diretrizes serão discutidas amanhã, a partir das 10h30".

EM ABRIL 

Em abril, um ofício do Caism confirmava que um dos 15 recém-nascidos internados na UTI-Neonatal tinha diagnóstico confirmado de infecção pelo vírus da covid-19. Além dele, outros 12 ficaram sob investigação e na UTI adulto, três das quatro pacientes tiveram a doença detectada. 


Por conta deste cenário, foi criado o sistema de impedir a visitação e permanência das acompanhantes. As exceções eram o acompanhamento de pacientes em trabalho de parto e também pacientes idosas ou menores de idade. De acordo com o diretor, as medidas foram tomadas em abril e, atualmente, a regra válida é a suspensão da visitação da mãe do bebê positivado. 

Hoje, o Caism tem 25 bebês sendo atendidos no local. A criança infectada pode ficar no mesmo ambiente que as outras, segundo Caldas, porque a incubadora funciona como um quarto isolado. "A criança que está no mesmo quarto que um bebê infectado, mas está na incubadora, é considerada como 'não contato'".
  

(Com informações da EPTV Campinas)


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