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Campinas pode endurecer fase de transição e anuncia decreto de calamidade

Prefeitura regulamentou nesta terça-feira (1º) fase de transição do Plano SP, mas afirmou que pode aumentar restrições da pandemia até 13 de junho

| ACidadeON Campinas -

Campinas opera atualmente com 40% da capacidade do comércio (Foto: Luciano Claudino/Código19) 

O prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (1º), durante live pelas redes socais, que poderá endurecer as medidas restritivas durante a fase de transição do Plano São Paulo atual, válida até o dia 14 de junho em todo o estado contra a covid-19.   

Isso porquê a secretaria de Saúde afirmou que existe uma preocupação em relação aos indicadores da pandemia em Campinas. Além disso, amanhã, a Prefeitura vai publicar um decreto de estado de calamidade (leia mais abaixo).

Hoje, a Administração regulamentou, por meio de decreto municipal, a fase de transição prorrogada pelo governo João Doria na quarta-feira passada (26). Até o momento, Campinas segue as regras válidas, de funcionamento de comércio, serviços e restaurantes que estabelece o funcionamento entre 6h e 21h e capacidade de ocupação de até 40%.

No entanto, existe a possibilidade de endurecimento dessas regras caso os indicadores apontarem aumento de casos da doença na cidade. No Plano São Paulo, do governo estadual, é possível que os municípios endureçam as regras, mas não se pode afrouxá-las.

"O decreto de Campinas segue na sua totalidade as regras do estado até 13 de junho. Mas fica a possibilidade da revisão de endurecimento antes de disso", afirmou o secretário de Justiça, Peter Panuto. Segundo a Administração os indicadores da cidade são observados duas vezes ao dia.


O secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, afirmou que as restrições atuais estão sendo mantidas na cidade, porém existe uma preocupação.   

"Quando tomamos decisões de Campinas, mantendo as restrições, elas se baseiam em números, em ciência e em indicadores. Em relação aos indicadores precoces, eles deram certo anteriormente quando fizemos restrições mais severas em março, evitando mortes em abril. E agora estamos baseados nos mesmos dados em relação a manter as restrições como estão. Mas estamos mantendo as restrições muito, muito preocupados. E, se houver piora, não teremos nenhum problema em indicar medidas mais restritivas", afirmou.

Ele destacou também as medidas ainda mais restritivas que já estão sendo tomadas em cidades da região. "Temos o caso de Amparo que decretou lockdown, e perguntam de Campinas. Se houver piora iremos aumentar as medidas restritivas. Vemos muitas notícias ruins, mas muita gente em Campinas está respeitando as regras e estamos respeitando essas pessoas", completou.

CONTRA AGLOMERAÇÃO

O prefeito Dário Saadi ressaltou o pedido de esforço da população, para evitar festas e aglomeração. "Reuniões familiares com bebidas alcoólicas são muito ruim. Da mesma forma, em restaurantes e bares. A gente sabe que a grande maioria de gerentes e donos cumprem as regras. Mas uma pequena parcela que descumpre, que deixa a aglomeração em seu estabelecimento, colabora, e muito, na propagação dos casos. Estamos no limite da explosão da terceira onda", disse ele.

O prefeito afirmou ainda que é importante que a população evite festas e aglomerações durante o feriado prolongado de Corpus Christi. Inclusive, a GM (Guarda Municipal) de Campinas prevê a partir de quarta-feira (2) à noite um reforço na fiscalização durante o Toque de Recolher, das 21h às 5h.

Hoje ainda, os prefeitos da RMC (Região Metropolitana de Campinas) decidiram retomar as barreiras sanitárias por conta do feriado prolongado desta semana. A ação quer evitar o fluxo de pessoas durante o feriado de Corpus Christi, comemorado na próxima quinta-feira (3). As barreiras terão início na quarta-feira à tarde, e seguem até domingo (6).

CALAMIDADE PÚBLICA

O secretário de Justiça afirmou ainda que amanhã (2) a Prefeitura deve ainda publicar no Diário Oficial um decreto de estado de calamidade pública em Campinas. A partir da publicação, o prefeito deve oficiar o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

Esse decreto, segundo Panuto, é uma forma de regularizar o aumento de gastos durante a pandemia e para prestar as contar com regularidade no final do exercício.

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