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Estudo aponta máscaras que mais protegem contra covid-19; veja as melhores

Pesquisadores testaram 227 máscaras diferentes para determinar a eficiência de filtração do material das máscaras mais utilizadas no Brasil

| ACidadeON Campinas

Preocupação é constante. (Foto: Código 19/Arquivo)
 

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) revelou as máscaras que mais protegem contra a covid-19. Ao avaliar a eficiência de filtragem e o fator de qualidade de 227 máscaras, os pesquisadores conseguiram determinar quais materiais garantem maior proteção e respirabilidade aos equipamentos de proteção.

A contaminação do vírus se dá devido a gotículas muito pequenas que se dispersam no ar ao falar, tossir e espirrar e, por isso, o tripé de proteção - que envolve o distanciamento físico, o uso de máscara e ambiente ventilado - é extremamente importante para conter a transmissão, aponta o estudo.

PFF2 X ALGODÃO

Em primeiro lugar estão as máscaras de tipo N95/PFF2, com 98% de eficiência de filtração de partículas e fator de qualidade. Já as máscaras de algodão tiveram a pior performance, com eficiência variando de 20% a 60%.

O estudo revelou, entretanto, que o desempenho das máscaras no contexto do dia a dia está ligado a outras questões além da qualidade e eficiência do material, como a vedação, o tempo de uso e sudorese e depende principalmente da forma como ela se adere ao rosto, sem permitir vazamento pelas bordas.

Segundo o pesquisador Marco Aurélio de Menezes Franco, físico e estudante de doutorado em Física pelo IFUSP, coautor do estudo, as máscaras cirúrgicas e de tecido TNT também apresentaram um bom desempenho.

"Se a máscara estiver bem colocada no rosto, sem vazamentos nas bordas e sempre trocada de forma regular, ela terá um bom desempenho compatível ao obtido no estudo". Além disso, embora não tenha sido objeto de estudo, o cientista recomenda o uso de clipe nasal que ajuda no ajuste.

LAVAGENS EXCESSIVAS PREJUDICAM

Apesar de proporcionar sensação de segurança, as lavagens excessivas das máscaras acabam prejudicando a capacidade de proteção delas, apontou o estudo.

"Análises que nós temos feito para um futuro estudo mostram que muitas lavagens podem deteriorar o tecido, o que é algo esperado e que isto, claro, influencia na eficiência de filtragem", destacou Marco Aurélio.

Vale ressaltar que máscaras como N95 e PFF2 não devem ser lavadas, mas deixadas separadas por algum tempo.

PARTÍCULAS DE AEROSSÓIS

Para a testagem, os pesquisadores usaram partículas de aerossóis dentro do intervalo de tamanhos de 60 e 300 nanômetros - semelhante às que carregam o coronavírus no ar - dentro de uma câmera de mistura com um tubo conectado a uma determinada máscara de prova.

"Este tubo também foi conectado a um equipamento que mediu tanto a concentração de partículas quanto a distribuição de tamanho delas", explica o físico Marco Aurélio.

Dessa forma, os pesquisadores mediram quantas partículas foram detectadas sem e com a máscara e fizeram os cálculos de eficiência para cada tamanho de partícula detectado.

Em relação a respirabilidade, diferenças de pressão foram calculadas por meio de um aparelho próprio do laboratório. "Com a eficiência de filtragem e com a diferença de pressão calculada, obtemos o fator de qualidade", afirma o pesquisador.

USE MÁSCARAS

O fato de uma máscara ser mais eficaz que outra não deve ser justificativa para não se usar o equipamento de proteção. Desde o início da pandemia, cientistas e autoridades da saúde apontam a máscara como uma forte arma para conter a circulação do vírus.

Os pesquisadores explicam que as máscara mais simples, como as de algodão, podem ser usadas para buscar uma compra entregue por delivery na portaria do prédio, ou para ir a locais com poucas pessoas, desde que haja necessidade.

Já a N95 podem ser uma opção para uma viagem com o transporte público, ou em locais com alta densidade de pessoas, como um supermercado, ou for a uma consulta médica.

O ideal segundo o estudo, no entanto, seria a produção em massa de máscaras PFF2/N95 e a sua distribuição gratuita à população, por terem uma performance estável e de alta qualidade na proteção das pessoas.


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