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MPT não descarta afastar servidores da educação com comorbidades

No dia 8 de junho, a Prefeitura de Campinas solicitou ao MPT (Ministério Público do Trabalho) que reconsiderasse o pedido.

| ACidadeON Campinas

Volta às aulas presencias na rede de Campinas ocorreu no dia 26 de março (Foto: Carlos Bassan/PMC) 

O MPT (Ministério Público do Trabalho) de Campinas não descartou manter o pedido de afastar das atividades presenciais os profissionais da Educação que possuam algum tipo de doença prévias (comorbidades), até que todos estes trabalhadores sejam completamente imunizados.

Em audiência nesta sexta-feira (11), a Prefeitura apresentou novas informações e que quase a totalidade dos trabalhadores incluídos na listagem apresentada ao MPT (que relacionava os servidores idosos e com comorbidades) já foram vacinados, em uma estimativa aproximada de 100% dos idosos e mais de 90% dos trabalhadores com comorbidades.

Contudo, Campinas informou que há dificuldades de se obter um número preciso dos profissionais da educação municipal vacinados, pois o banco de dados, para este grupo, pertence ao Governo do Estado de São Paulo.

"Diante dessas novas informações foi concedido prazo até 18 de junho para que o Município apresente a atualização dessa listagem, indicando se o profissional listado está vacinado, e se ele está em trabalho presencial ou remoto. Com isso, a necessidade do afastamento dos profissionais com comorbidades continua sendo objeto de discussão no inquérito civil", disse a nota.

DISCUSSÃO


No dia 18 do mês passado, o MPT informou que a Prefeitura de Campinas tinha até oito dias para cumprir a determinação. No dia 28 do mesmo mês, um novo prazo foi dado.

No dia 8 de junho, a Prefeitura de Campinas solicitou ao MPT (Ministério Público do Trabalho) que reconsiderasse o pedido.

AUTOR DA DENÚNCIA

O STMC (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas), autor da denúncia que gerou o inquérito, afirmou que aplicar a primeira dose em parte dos profissionais da rede municipal não garante a imunização e nem segurança contra a doença.

"O Sindicato também defendeu que as aulas devem acontecer, neste momento da pandemia, de forma remota. Os representantes do STMC apontaram os surtos de Covid-19 e mostraram os riscos para a saúde dos trabalhadores/as, alunos e comunidade escolar", diz a nota.


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