cotidiano

Especial coronavirus

Rede Mário Gatti monta operação para reduzir fila das eletivas

Mutirões, contratação de médicos e exames, funcionamento aos sábados e uso de leitos que eram covid serão colocadas em prática

| ACidadeON Campinas -

Sérgio Bisogni, presidente da Rede, detalhou as medidas. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas) 

*Esta matéria foi atualizada às 15h30 do dia 20 de setembro 

A Rede Mário Gatti, em Campinas, montou uma operação para enfrentar uma demanda de atendimento reprimida e acumulada durante o período da pandemia de cerca de 6,1 mil cirurgias em diversas especialidades.  

A intenção é fazer dois mutirões de cirurgias nos meses de outubro e novembro para reduzir a fila de espera pelos procedimentos até o final do ano. As ações incluem mutirões de cirurgia, abertura de leitos gerais, funcionamento pleno das salas cirúrgicas, inclusive aos sábados. 

A operação foi divulgada na última sexta-feira (18) durante live da Prefeitura. "A ampliação de leitos, contratação de neurocirurgiões e anestesistas e a organização de mutirões de cirurgias serão muito importantes para enfrentar a atual fase de controle da pandemia", afirmou o prefeito Dário Saadi (Republicanos).  

Dário afirmou que, além de cirurgias eletivas, também há um volume grande de exames de imagens que ficou represado na pandemia. "Uma licitação será aberta em breve para a contratação do serviço e normalização do atendimento", afirmou.

NOS HOSPITAIS

O presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, informou que há 3,7 mil pacientes no Hospital Mário Gatti e 2,4 mil no Hospital Ouro Verde à espera de cirurgia. Para dar vazão a essa demanda, os 30 leitos UTI Covid do Mário Gatti foram desativados e estão sendo implantados 20 leitos de enfermaria para atender a área de ortopedia.  

Também serão colocados em funcionamento oito leitos para o sistema de hospital-dia (para atender pacientes que não necessitam ficar internados após o procedimento). Ainda este mês, serão implantados mais dez leitos de enfermaria para cirurgia em geral.  

O presidente informou também que, a partir de outubro, o Mário Gatti retoma o pleno funcionamento das sete salas cirúrgicas.    

Para reforçar as equipes, estão sendo contratados seis anestesistas e três neurocirurgiões. Assim, o centro cirúrgico, que atualmente funciona com cinco salas três vezes por semana, e seis duas vezes por semana, passará a trabalhar com as sete salas cirúrgicas diariamente, em dois períodos do dia. Também funcionará aos sábados, para atendimento das diversas especialidades.  

No Ouro Verde será reativado a unidade de cirurgia ambulatorial em urologia, dermatologia, plástica. Uma das UTI Covid do Hospital Ouro Verde, que foi montada dentro da área de cirurgia ambulatorial, foi desativada para voltar ao atendimento original, com cirurgias nas especialidades de otorrino e oftalmologia.

SEQUELAS
 
No Ouro Verde também será montado um centro reabilitação de sequelas da covid. A previsão é que comece a funcionar em outubro, para atender pacientes com sequelas pulmonares, neurológicas, circulatórias, entre outros. Os pacientes serão encaminhados pelas unidades de saúde.  

Segundo a Saúde, o foco será o tratamento de reabilitação com fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional e psicologia. O centro terá capacidade para até três mil atendimentos mensais.

Mais notícias


Publicidade