cotidiano

Especial coronavirus

Casos de variante delta na região de Campinas quase triplicam

No total, 115 casos foram confirmados pela secretaria estadual de Saúde; aumento ocorreu em menos de um mês de último balanço

| ACidadeON Campinas -

Pedestres caminham pela 13 de Maio, no Centro de Campinas (Foto: Denny Cesare/Código 19)
 

Os casos da variante delta do coronavírus foram de 41 para 115 na RMC (Região Metropolitana de Campinas) e quase triplicaram entre agosto e setembro. 

No período, as confirmações subiram o equivalente a 180%. Os dados foram confirmados pela secretaria de Estado da Saúde de São Paulo a pedido do ACidade ON. 

Campinas, com oito, e Monte Mor, com três, foram as únicas cidades que mantiveram o total de infectados registrado no último balanço de 31 de agosto. Itatiba, com um, e Nova Odessa, com dois, aparecem somente na atualização mais recente.  

Entre os outros sete municípios que tiveram confirmações da delta, Pedreira teve o maior salto e foi de um para oito. Depois, aparece Hortolândia, que saiu de seis para 25. 

Em terceiro, Vinhedo foi de um para quatro. Em quarto, estão Jaguariúna, que saiu de 19 para 57, e Valinhos em seguida, de um para três. Sumaré e Holambra saíram ambas de um para dois. 

BALANÇO - SETEMBRO 

Campinas - 8
Holambra - 2
Hortolândia - 25
*Itatiba - 1
Jaguariúna - 57
Monte Mor - 3
*Nova Odessa - 2
Pedreira - 8
Sumaré - 2
Valinhos - 3
Vinhedo - 4 

*Cidades que não estava no balanço de agosto da secretaria estadual de Saúde 

O QUE DIZ O ESTADO 

Em nota sobre os dois balanços, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo diz que "as variantes delta, alpha, beta e gamma, são classificadas como variantes de atenção pelas autoridades sanitárias devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infecção". 

Além disso, esclarece que "a confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético" e diz que São Paulo é a Unidade Federativa que mais realiza esta ação no Brasil. 

Em virtude deste trabalho, afirma que um balanço do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) identificou, até 20 de setembro, três casos autóctones de beta, 46 de alpha, 3.027 de delta e 2.362 de gamma. 

O comunicado também diz que "o sequenciamento é um instrumento de vigilância, ou seja, de monitoramento do cenário epidemiológico, que não deve ser confundido com diagnóstico, este sim de caráter individual". 

Portanto, finaliza o texto, "não é necessário, do ponto de vista técnico e científico, sequenciamentos individualizados, uma vez confirmada a circulação local da variante".

Mais notícias


Publicidade