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Ômicron: farmácias da RMC têm alta na procura por oxímetros e máscaras

Aumento ocorre diante da escassez de testes e da dificuldade em conseguir consultas

| ACidadeON Campinas -

Oxímetro precisa ser usado da forma correta (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)
 

Por conta da velocidade da contaminação pela variante ômicron, as fármacias da RMC (Região Metropolitana de Campinas) registraram aumento na procura por oxímetros e máscaras com maior proteção. Isso ocorre diante da escassez de testes e da dificuldade em conseguir consultas.  

Além de buscar maior proteção diante do aumento dos casos de covid-19 e também da gripe, os moradores da região também recorreram ao monitoramento da saturação do oxigênio, já que a oximetria é fundamental para o monitoramento de uma eventual forma grave da covid-19.

Os dados das principais redes de farmácias da RMC indicam que a venda de máscaras N95 e PFF2, por exemplo, cresceu 87% somente nos primeiros dias do ano. Já a de oxímetro aumentou 325% em relação a dezembro de 2021. 

OXÍMETROS E OS CUIDADOS

A administradora de empresas Marjorie Rodrigues ampliou o uso do aparelho. "Sinto algum mal estar e falta de ar, eu faço. E desde quando começou essa alta de gripe e da ômicron, sempre que eu posso, eu monitoro", afirma ela.   

O pneumologista Ronaldo Macedo, porém, alerta que a utilização do equipamento precisa ser feita com cautela. Isso porque o funcionamento adequado depende de uma série de requisitos básicos para que o monitoramento aconteça. 

"É um instrumento muito bom, mas é preciso saber usar. A mão sempre deve estar em repouso e nunca pra cima, ou pra baixo. E também não podem estar muito frias, ou quentes. Esmaltes escuros também podem interferir", explica.  

PROBLEMAS NO ESTOQUE 

Em uma loja de produtos médicos e hospitalares de Valinhos, a procura também foi grande. A venda de máscaras, por exemplo, cresceu 50% em relação a novembro do ano passado. 

A situação também fez com que os oxímetros ficassem em falta por diversas vezes. O problema é que, quando a reposição ocorre, a quantidade não é suficiente.  

"A gente até não está zerado. Mas não temos o estoque que a gente tinha, assim como a disponibilidade de marca e modelo. Então, a gente compra o que o mercado pode oferecer", diz Giselle Veronez, proprietária do estabelecimento. 


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