A construção do novo prédio do Comando de Bombeiros do Interior na Unicamp (Universidade de Campinas), em Campinas, está com 35% das obras realizadas. A expectativa, segundo a coorporação, é que as obras sejam concluídas em julho de 2026. O custo total será de R$ 9 milhões.
O local acolherá uma sede administrativa e um quartel operacional. A estrutura será construída em área de 5 mil m², cedida pela Universidade, entre as avenidas José Roberto Magalhães Teixeira e José Próspero Jacobucci. O local fica entre a rotatória de acesso à Rodovia Dom Pedro I, ao Parque D. Pedro e à guarita desativada na avenida que liga à PUC-Campinas.
O novo espaço terá a responsabilidade de gerenciar 168 cidades nas macrorregiões de Campinas, Sorocaba, Piracicaba e Jundiaí. Hoje, o comando funciona em prédio localizado no bairro do Taquaral.
O prédio, que vai ocupar uma área de 3,8 mil m² do terreno, terá sistemas de cisternas para captação de água da chuva, calçamento intertravado para permitir a permeabilidade do solo e sistemas de energia solar, seguindo as diretrizes ambientais previstas no plano diretor da Unicamp.
Segundo a SSP-SP (secretaria de Segurança Pública), a construção da nova sede e base operacional no campus da Unicamp não implicará na desmobilização das demais bases já estruturadas na cidade de Campinas. “Pelo contrário, as unidades existentes continuarão a operar normalmente, garantindo que o atendimento à população se mantenha em níveis adequados em todas as regiões da cidade”, afirma a secretaria em nota.
Veja fotos de como está a construção:






Polêmicas antes da construção
Em 2021, no começo da discussão para a construção do local e doação do terreno, a Unicamp publicou uma nota em meio à críticas de orgãos estudantis sobre a ceção do espaço para o Corpo de Bombeiros. A universidade lembrou que o Consu (Conselho Universitário) já havia tratado do assunto inicialmente em 2015 e amenizou o fato de historicamente parte da comunidade ser contrária às presenças de forças militares na área da instituição de ensino.
“A proposta foi aprovada pelo Conselho Universitário sessão ordinária do dia 28 de setembro de 2021, ou seja, foi endossada pelos representantes da comunidade com assento”, disse trecho da nota.
Embora tenha passado por aprovação, a decisão não foi unânime. O sindicato que representa os servidores técnico-administrativos (STU) alegou que historicamente se posiciona contra as presenças de forças militares, mas teve voto vencido na pauta do conselho. Já a Adunicamp, entidade que representa os docentes, também fez ponderações, mas sobrepôs a expectativa de benefícios para a comunidade de Barão Geraldo. O DCE (Diretório Central dos Estudantes) se manifestou de maneira contrária ao projeto através de nota.
Outras sedes
Em janeiro de 2025, a Prefeitura de Campinas anunciou a abertura de licitação para a elaboração de projetos executivos para construção de bases do Corpo de Bombeiros nos distritos de Campo Grande e Ouro Verde. O investimento estimado para os dois projetos foi pautado em R$ 221 mil.
Um ano depois, a Prefeitura informou ao acidade on que os projetos estão na fase de instrução processual para abertura de licitação. A ação tramita nas secretarias de Administração e de Infraestrutura.
As novas bases dos distritos serão financiadas por uma emenda parlamentar, que destinou R$ 1,5 milhão para os projetos. Desse montante, R$ 1,3 milhão será utilizado exclusivamente para as bases, enquanto o restante foi destinado à compra de três viaturas, entregues ao Corpo de Bombeiros de Campinas em 2025.
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