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CampinasCotidianoCorpo de homem que morreu baleado na Cracolândia será velado neste domingo

Corpo de homem que morreu baleado na Cracolândia será velado neste domingo

Raimundo era natural de Campinas e foi baleado durante tumulto na última quinta-feira na capital; família pede justiça

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Raimundo era natural de Campinas e vivia na Cracolândia (Foto: Arquivo pessoal)

O corpo do homem que morreu baleado na Cracolândia após um tumulto na Avenida Rio Branco, região central de São Paulo na última quinta-feira, será velado amanhã (15) em Campinas.

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A vítima, Raimundo Nonato Rodrigues Fonseca, de 32 anos, era natural de Campinas e foi baleada durante uma operação policial. Hoje o policial que fez o disparo foi identificado (leia mais abaixo) e a família se pronunciou pedindo justiça.

O velório de Raimundo estava previsto para este sábado, mas foi remarcado para amanhã. O enterro será no Cemitério dos Amarais, às 9h. 

Segundo a família, Raimundo deixou três filhos, dois de 12 e 10 anos, que moram com a mãe em Jaguariúna, e a mais nova de 4, que vive com a família dele em Campinas.

FAMÍLIA

O pai de Raimundo, que mora em Campinas, disse que conversou com o filho um dia antes do assassinato. “Eu falei com ele na quarta-feira. Eu perguntava se tava tudo bem, ele queria ir pra Minas comigo”, contou Raimundo Fonseca.

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Já a irmã, Aline Rodrigues Fonseca pede justiça e explicações sobre a violência adotada pelos policiais.

“Não sei o porquê que aqueles policiais pegaram e foram para o meio da rua e atiraram. Não tinha nenhuma agressão dos moradores de rua contra eles. Eu sei que eles têm que defender quando estão sendo agredidos ou quando tem ameaça, mas ali pelo que vimos nas imagens não tinha ameaça”, disse em entrevista à EPTV, filial Globo.

“Eu acho que foi uma covardia, não que o meu irmão fosse santo nem nada, mas ele era dependente químico, ele dependia da droga para viver”, completou. 

Seguneo a irmã, ela e a mãe tentaram por muitas vezes tirar o irmão da dependência das drogas, sem sucesso. 

“Por tantas vezes eu e minha mãe tentamos ajudar ele, a gente internou várias vezes ele, gastamos um dinheiro que não tinha pra poder internar ele, e não teve sucesso”, lamentou. “Mas ele era muito carinhoso, muito amoroso. Uma época da minha vida, eu passei necessidade, ele me ajudou muito, muito trabalhador. Só que o problema todo foi o vício”, completou.

O CASO

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Raimundo morreu após ter sido atingido por um tiro no tórax na região da Cracolândia. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa da capital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Imagens de moradores da região mostram um grupo de pessoas pela avenida, três homens armados e, em seguida, barulhos de tiros. A polícia havia realizado uma operação no local na quarta-feira (11), com o objetivo de prender traficantes e dispersar usuários de drogas que estavam instalados na região desde março.

Ainda não há informações se Raimundo fazia parte do fluxo da Cracolândia na Praça Princesa Isabel, que foi disperso no dia. Ele tinha passagens policiais por roubo e tráfico de drogas, e já tinha passado por clínica psiquátrica. 

IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS 

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou “que três policiais civis se apresentaram voluntariamente, nesta sexta-feira (13), como autores de disparos durante ação contra o tráfico de drogas na região central de São Paulo, na noite anterior. 

Hoje, investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa identificaram o policial que fez o disparo de arma de fogo na quinta-feira (12) na Cracolândia.

O policial é integrante do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos e se apresentou na sexta-feira (13), espontaneamente, junto com os outros dois colegas da equipe.

Dois dos três policiais da equipe efetuaram disparos durante a ação: um com arma de fogo e outro de elastômero (bala de borracha), um armamento menos letal.

O objetivo do DHPP agora é tentar traçar a provável trajetória da bala, para descobrir se esse tiro matou Raimundo.

Os investigadores do departamento e da Corregedoria também querem entender o que levou o policial a efetuar o disparo de arma de fogo no meio da multidão.

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Luciana Félix
Luciana Félixhttps://www.acidadeon.com/campinas/
Supervisora de conteúdo digital do acidade on e do Tudo EP. Entrou no Grupo EP em 2017 como repórter do acidade on Campinas, onde também foi editora da praça. Antes atuou como repórter e editora do jornal Correio Popular e do site do Grupo RAC. Também atuou como repórter da Revista Veja, em São Paulo.

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