O número de crianças e adolescentes órfãos de pelo menos um dos pais cresceu em Campinas. Os cartórios da cidade registraram, em média, 232 crianças e adolescentes que perderam algum dos responsáveis no período entre 2021 e 2023, conforme aponta um levantamento feito pela Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo).
Os dados de 2024 consideram somente o período de janeiro a outubro, mas já mostram que a tendência ainda é de alta, isso porque, neste ano, foram registrados 250 órfãos; número que quase supera o total de todo o ano de 2021.
Crianças e adolescentes órfãos de pelo menos um dos pais em Campinas:
- 2021 – 257
- 2022 – 198
- 2023 – 243
- 2024 – 250 (até outubro)
Segundo a Arpen-SP, o levantamento só foi possível porque, a partir da metade de 2019, passou a ser obrigatória a inclusão dos CPFs dos pais no registro de nascimento. Com isso, os cartórios puderam cruzar os dados dos pais nos registros de óbito com o registro de nascimento dos filhos.
A perda dos pais
A orfandade está diretamente relacionada a contextos sociais do país, como a pandemia e a violência, de acordo com a Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB Campinas (Ordem dos Advogados do Brasil).
Desde que a pandemia aconteceu, houve aumento na orfandade pelo falecimento dos pais por complicações da Covid. Outro ponto também é o aumento de violência, que acaba gerando o falecimento também dos pais e deixando as crianças órfãs.
Michele Eugenio, cria a filha sozinha desde de 2020, quando seu marido faleceu.
Henry Paulino, presidente da Central Única das Favelas (Cufa) de Campinas, morreu aos 38 anos. Segundo a Prefeitura Municipal, na época, ele foi vítima de um infarto quando estava na feira hippie do Centro de Convivência. Henry foi socorrido e encaminhado ao Hospital Mário Gatti, mas não resistiu.
“Eu lembro que ele sentava sempre no canto do sofá e eu ficava brincando na barriga dele como se fosse pandeiro… Também usava a perna dele como escorregador. Eu sinto saudade de ter ele perto de mim”,
relata Lavínia Eugênio.
Caminhos para os órfãos
Há três caminhos que podem ser seguidos após o falecimento dos pais de uma criança ou adolescente:
- Se a criança ficar órfã de um dos pais, a guarda vai para o genitor sobrevivente, e a criança será educada e criada dentro da família;
- Se a criança ficar órfã de ambos os pais, a guarda pode ser dada a alguém da família extensa, como tios, avós e primos;
- Se a criança ficar órfã de ambos os pais e não houver familiares, ela será recolhida pelo estado para depois ser encaminhada para adoção.
*Com informações de Hidaiana Rosa/Victor Hugo/EPTV Campinas*
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