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Unicamp abre sindicância e vai à polícia contra pichador

Instituto que teve biblioteca vandalizada diz que já tem imagens "claras" do suspeito

| ACidadeON/Campinas

Uma das frases pichadas faz alusão ao Massacre de Columbine, nos EUA (Foto: Divulgação) 

Após pichações racistas e em tom de ameaça registradas nesta quarta-feira (15) na biblioteca Antonio Candido e nos banheiros do Instituto de Geociências, a Unicamp anunciou que abiu uma sindicância interna, além de levar denúncia à Polícia Civil, para apurar o caso.  

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As pichações na biblioteca, que fica no IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), foram feiras com caneta do tipo marcador permanente, sobre mesas e telas de computador. São suásticas (símbolo nazista), slogans racistas e a frase "Vai ter massacre #Columbine" - uma alusão ao massacre ocorrido em uma escola dos Estados Unidos que terminou com 15 mortos, em 1999.

De acordo com a biblioteca, câmeras de segurança registraram toda a ação do criminoso e há "imagens claríssimas de seu rosto". No banheiro do Instituto de Geociências, foi pichada a frase "Vai ter chacina". A Unicamp não confirmou se a mesma pessoa é responsável pelas pichações nos dois locais.

As pichações assustaram estudantes dos institutos. Inicialmente, a Unicamp afirmou que tanto o IEL quanto o IG abriram sindicâncias distintas para apurar o caso. Depois, informou que apenas uma investigação foi aberta, pela Reitoria.

A universidade também registrou ocorrência no 7º Distrito Policial, em Barão Geraldo. Após o registro, a polícia deve abrir inquérito para chegar ao autor das pichações.

"A Reitoria tomará todas as providências para apurar o fato e prestará todo o apoio necessário às duas unidades para garantir que o autor desses atos deploráveis seja identificado e devidamente processado dentro e fora da universidade", diz a Unicamp, em nota.

"Mais graves do que os danos causados ao patrimônio público são o simbolismo dos desenhos e o teor das mensagens, totalmente incompatíveis com os valores da Unicamp e absolutamente inaceitáveis no âmbito de uma comunidade acadêmica que preza a democracia, a paz e a diversidade", completa.

No Brasil, fazer apologia do nazismo ou o uso da suástica para fins nazistas é crime, de acordo com a lei n.º 7.716/89 (com alterações da lei n.º 9.459/95), com pena de multa e dois a cinco anos de prisão. 

 

NA CÂMARA 

O repúdio contra as pichações ganhou eco na sessão da Câmara de Campinas da noite desta quarta-feira. A vereadora Mariana Conti (Psol), disse que o ato é uma tentativa de questionar a recente decisão da Unicamp de incluir cotas para negros e vestibular exclusivo para indígenas para acesso na universidade. "Esse tipo de ato é inadmissível, muito mais em uma universidade onde deve existir a diversidade", disse a vereadora na tribuna.

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