O número de incêndios em residências aumentou cerca de 10% no estado de São Paulo entre 2023 e 2024, segundo dados do Corpo de Bombeiros obtidos via LAI (Lei de Acesso à Informação). Foram 6.440 ocorrências registradas em 2023 e 7.061 no ano seguinte.
Em 2025, apenas no primeiro semestre, os bombeiros já atenderam 3.144 chamados relacionados a incêndios em residências em todo o estado. Desse total, 85 foram registrados em Campinas.
Principais causas
O relatório do CB revela ainda os principais fatores que contribuem para o surgimento do fogo dentro de casa. Veja os cinco mais frequentes:
- Equipamentos eletrodomésticos e aparelhos elétricos: são a principal causa dos incêndios residenciais. Entram nessa categoria itens como geladeiras, ventiladores, aquecedores e outros aparelhos que, com falhas ou mau uso, podem iniciar focos de incêndio.
- Instalações elétricas: problemas na fiação ou em sistemas elétricos antigos e sobrecarregados estão entre as ocorrências mais comuns.
- Velas: muitas vezes utilizadas durante quedas de energia, elas continuam sendo responsáveis por boa parte dos incêndios quando esquecidas acesas.
- Panela no fogo: descuidos na cozinha, como esquecer uma panela no fogão ligado, também estão entre as principais causas.
- Uso incorreto do GLP (gás liquefeito de petróleo): vazamentos ou má instalação de botijões podem gerar explosões e incêndios.
A análise foi feita com base nas ocorrências registradas entre 2023 e 2024, período em que a corporação observou uma elevação nos chamados de emergência por incêndios em ambientes domésticos.
Casos recentes de incêndios
O aumento de incêndios em residências tem se refletido também em ocorrências recentes registradas em Campinas. Em diferentes bairros da cidade, o fogo causou destruição, sustos e feridos.
No dia 23 de junho, um apartamento pegou fogo na Rua Leonel Garcia Gomes, no Jardim Bassoli. As chamas destruíram completamente o imóvel, atingindo todos os cômodos. Duas pessoas precisaram ser socorridas no local.
Em 4 de junho, um incêndio atingiu um apartamento no bairro Botafogo, também em Campinas. O fogo começou no 12º andar de um prédio localizado na Rua Antônio Álvares Lobo. Os moradores tiveram que evacuar o edifício, e um homem foi atendido pelas equipes após inalar fumaça. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início entre a cama e o sofá do imóvel.
Já em 3 de maio, as equipes do CB foram acionadas para conter um incêndio em uma casa na Rua Maria Conceição Franco de Andrade, no Jardim Planalto. As chamas se concentraram em apenas um cômodo da residência e foram rapidamente controladas, evitando que o fogo se alastrasse. Ninguém ficou ferido.
Outro episódio aconteceu no dia 30 de abril, quando um princípio de incêndio em um apartamento da Rua Doutor Quirino, no Centro, assustou moradores. Apesar da tensão, o fogo foi contido rapidamente e não houve feridos nem propagação para outros apartamentos.
Seguro residencial é uma opção, mas prevenção ainda é essencial
O diretor de seguro de autos, residência e vida, Fábio Morita, explica que, normalmente, os seguros residenciais incluem cobertura para incêndios. No entanto, ele destaca que a prevenção continua sendo fundamental, especialmente diante das principais causas desses acidentes.
“No caso de cozinha, você ter um fogão desassistido, panela de pressão é um fator importante que causa não só incêndios, mas também acidentes, explosões e velas também, sempre tomar cuidado para deixar ela em ambientes seguros, prevendo o que pode acontecer se essa vela tombar, por exemplo. Tomar cuidado para não ter nada inflável ao redor”,
afirma.
Além da cozinha, um dos pontos de atenção deve ser a rede elétrica. O engenheiro eletricista e brigadista Adriano Darsono orienta que os moradores avaliem se a instalação está adequada para o uso de equipamentos de maior potência, como aquecedores.
A pergunta que as pessoas devem se fazer, segundo ele, é se as tomadas da residência estão preparadas para suportar esse tipo de aparelho.
“Esses equipamentos, por demandarem muita energia, precisam ter tomadas específicas, aqueles adaptadores ou famosas gambiarras, não são ideais, não são recomendadas para alimentar esse tipo de equipamento.”
Darsono acrescenta que um dos principais sinais de risco é perceptível pelo olfato. “Cheiro de plástico queimado, principalmente, porque o adaptador é de plástico, tem a borracha, esse é o principal sinal”, afirma.
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