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CampinasCotidianoEntenda como diabetes e hipertensão podem agravar sintomas de dengue

Entenda como diabetes e hipertensão podem agravar sintomas de dengue

Doenças crônicas como hipertensão e diabetes aumentam o risco de complicações graves e até morte em casos de dengue, diz infectologista

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Aos 63 anos, a moradora de Campinas Ana Célia Moreira já enfrentou a dengue três vezes. Portadora de hipertensão e diabetes, ela conta que a última infecção foi a mais difícil. “A terceira vez foi pra me derrubar de verdade, eu achei até que ia morrer. De chegar a chorar, deitada, de dor”, relata.

As dores intensas nas articulações, o peso nas pernas e o medo constante de uma nova infecção fazem parte da rotina dela.

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“Não sou nenhuma menininha mais, né? Então eu sei que eu corro risco”,

afirma.

Segundo a infectologista Fabiana Romanello, pessoas com comorbidades como as de Ana Célia têm maior chance de desenvolver formas graves da doença, devido ao impacto da dengue no organismo já comprometido por outras condições.

Desde 1º de janeiro, Campinas já registrou 19.021 casos de dengue, com três mortes. A situação preocupa especialmente em bairros onde o risco de transmissão está mais alto, conforme divulgado nesta semana (veja abaixo).

Casos graves de dengue atingem principalmente pacientes com doenças crônicas

Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostram que, dos pacientes com casos graves de dengue confirmados em 2024 e até 2 de abril de 2025, metade tinha hipertensão e 30% tinham diabetes.

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A médica infectologista explica que esses pacientes são mais vulneráveis porque geralmente fazem uso de medicamentos como anticoagulantes ou ácido acetilsalicílico, que aumentam o risco de sangramentos. Além disso, a desidratação comum durante o quadro de dengue pode sobrecarregar o coração e causar agravamento clínico.

“Frequentemente são pessoas que já fazem uso de medicações tanto com anticoagulante tanto à base de ácido acetilsalicílico, e isso aumenta a chance de evoluir com sangramento”,

explica.

“E ao corrigir essa desidratação, pode haver uma sobrecarga do coração e isso propiciar a evolução para gravidade”, avalia.

Ainda segundo a infectologista, ter pego dengue mais de uma vez pode ter consequências piores para os pacientes com comorbidades. “Há uma maior chance de desordem imunológica na fase aguda da doença, então o torna mais vulnerável”, conclui Romanello.

Sintomas confundidos e longa recuperação

A auxiliar de serviços gerais Carmen Cristina Francisco também tem hipertensão e chegou a confundir os primeiros sintomas da dengue com uma crise de pressão alta. O primeiro teste deu negativo, mas, como o mal-estar persistia, ela voltou à unidade de saúde e recebeu a confirmação.

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“Tomei soro, fiz o exame de sangue, a plaqueta estava baixa, realmente era dengue”, relembra. Mesmo após 15 dias da alta, ela ainda sentia os efeitos da doença no corpo. “Tinha bastante gente com dengue. Passava lá e ia embora, e eu ficava. Aí eu perguntei né, ‘por quê?’. ‘Por causa da sua pressão. Não tem condições de deixar você ir pra casa’”, contou.

Veja as regiões com maior risco de dengue nesta semana

  • Leste: Vila Nogueira, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Jardim Dom Bosco, Taquaral
  • Noroeste: Parque Floresta, Parque São Bento
  • Norte: Jardim São Marcos, Vila Esperança, Jardim Campineiro, Recanto Fortuna
  • Sudoeste: Vida Nova 1 e 2, Mauro Marcondes, Vila Vitória, Porto Seguro, Jardim Morumbi
  • Sul: Jardim Fernanda 1 e 2
  • Sudeste: Jardim Bom Sucesso, Vila Formosa, Jardim São Gabriel, Jardim Aliança, Ponte Preta

Cuidados redobrados para quem está no grupo de risco

Pessoas com doenças crônicas devem ficar atentas a qualquer sintoma como febre alta, dores musculares intensas, manchas na pele, dor abdominal e vômitos. Ao menor sinal, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

Também é essencial manter a hidratação, seguir as orientações médicas e evitar exposição ao mosquito com uso de repelentes e telas de proteção.

*Com informações de Isabella Dotta/EPTV Campinas

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Laura Nardi
Laura Nardi
Repórter Web no ACidade ON Campinas. Graduada em Jornalismo pela PUC-Campinas, tem passagem pelos portais Tudo EP e Jornal de Valinhos. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.

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