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CampinasCotidianoEscola de Monte Mor reabre após ataque a bomba e jovem será ouvido em audiência

Escola de Monte Mor reabre após ataque a bomba e jovem será ouvido em audiência

Apesar da volta às aulas, poucos alunos foram ao local pela manhã; ex-aluno responsável pelo ataque está na Fundação Casa de Campinas

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Fachada da Escola Estadual Professor Antônio Stroesser, em Monte Mor, que foi alvo do atentado (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)
Fachada da Escola Estadual Professor Antônio Stroesser, em Monte Mor, que foi alvo do atentado (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

Um dia após ser alvo do ataque com bombas de fabricação caseira, a Escola Estadual Professor Antônio Stroesser, em Monte Mor, reabriu as portas na manhã desta terça-feira (14). O movimento de alunos, no entanto, foi pequeno no horário de entrada, segundo apuração da EPTV Campinas. Enquanto isso, o jovem responsável pelo atentado deve ser novamente ouvido hoje – veja abaixo.

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De acordo com a coordenação da unidade, somente 30% dos estudantes estiveram na unidade nesta manhã. A situação, inclusive, teria acontecido depois que os pais e os responsáveis pelos estudantes foram orientados a levar ao local somente os alunos que tivessem condições psicológicas. Além da escola estadual, o prédio recebe ainda as atividades da Escola Municipal Vista Alegre.

A escola estava com cerca de 300 estudantes no momento do atentado e ninguém ficou ferido. O local estava com os portões fechados no momento em que as bombas explodiram na parte externa. Depois do ato, as crianças e os adolescentes foram liberados e voltaram para casa, assim como os professores e funcionários. O jovem que atirou os explosivos foi detido no entorno da escola.

ATENDIMENTO DE PSICÓLOGOS

Segundo a coordenadora da escola, Andrea Melo, a secretaria de Educação determinou que psicólogos fossem hoje até a escola para prestar atendimento aos alunos presentes e também aos profissionais do local.

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AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Apreendido pela GCM (Guarda Civil de Monte Mor) com um símbolo nazista no braço, o ex-aluno da escola seguiu na delegacia na tarde de segunda, onde foi ouvido de forma preliminar pelos policiais. Depois disso, foi transferido para a Fundação Casa em Campinas e deve passar por uma audiência de custódia hoje para definir se seguirá na unidade ou se será levado a outro local na região.

 

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INVESTIGAÇÃO E RELATOS

Ontem (13), o delegado responsável pelo caso, Fernando Bueno de Castro, disse que o caso deve ser enquadrado no artigo 2º da lei 13.260, que fala sobre terrorismo e atos terroristas. Já o crime de apologia será considerado se ficar comprovado o envolvimento com grupos neonazistas. O menor também deve responder por porte ilegal de arma, já que portava um revólver (LEIA AQUI).

Já o ex-padrasto do adolescente de 17 anos afirma que o jovem foi diagnosticado com problemas psiquiátricos. Segundo Leonardo Rodrigues, o ex-aluno da escola já teve comportamentos agressivos, fazia uso de remédio psiquiátrico quando mais novo e a documentação sobre o tratamento no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) seria entregue pela mãe dele ao delegado responsável.

Ainda de acordo com o ex-padrasto, o rapaz não tomava mais a medicação desde que sofreu bullying na escola em que o atentado foi realizado. Além disso, não tinha amigos, vivia recluso no quarto e se recusava a voltar aos estudos, mesmo com a insistência dele, da mãe e do Conselho Tutelar (LEIA NO LINK).

Adolescente usava roupas pretas e o símbolo nazista em Monte Mor (Foto: Wesley Justino/EPTV Campinas)
Adolescente usava roupas pretas e o símbolo nazista em Monte Mor (Foto: Wesley Justino/EPTV Campinas)

RELEMBRE O CASO

O adolescente de 17 anos arremessou de duas a quatro bombas de fabricação caseira contra a Escola Estadual Professor Antônio Stroesser, em Monte Mor. Os vídeos feitos por moradores do entorno mostram o momento do ataque e uma câmera de segurança da unidade escolar também flagrou fumaça em um dos corredores. O menor foi até o local após pegar escondido o carro da mãe.

De acordo com o inspetor da GCM, Denival Santana, o jovem foi encontrado a cerca de três quarteirões da escola, depois que as equipes foram informadas sobre explosões no local. O menor usava roupas pretas e uma suástica nazista. Além disso, carregava uma machadinha e usava uma máscara, boné e luvas. Minutos depois, uma arma que ele usava também foi encontrada na região.

“Ele não relutou, não ofereceu risco e não forneceu nenhuma informação”, detalhou o responsável pela ação. Cinco garrafas plásticas que seriam usadas como explosivos e coquetéis molotov foram apreendidas em frente ao prédio. Depois da apreensão, os guardas foram até a casa onde ele vivia. No local, apreenderam uma carta, uma réplica de fuzil e a autobiografia de Hitler.

No texto escrito sobre o ato, ele relata que é “motivado pelo ódio e rancor”, fala que se vê “superior aos demais”, descreve o que sente e se questiona. “Por que eu sou assim? Como cheguei nesse ponto? Teve um processo? Lá no fundo queria fazer parte do padrão”, argumenta. “Cansado de viver”, diz também.

“Abandonado, sozinho, sem amigos e família, pronto pra morrer. Partirei com sangue nos olhos, nada vai me impedir. Irei desligar meus últimos sentimentos. Já tentei chorar, mas não consigo. Não consigo sentir tristeza, por mais triste que eu seja. Talvez eu seja um erro”, escreveu (LEIA MAIS AQUI NESTE LINK).

As frases são acompanhadas de símbolos e inscrições ligados ao nazismo, como as letras “SS” e o número 88.  Enquanto as letras são a abreviação de Schutzstaffel, uma organização paramilitar ligada ao Partido Nazista e ao ditador Adolf Hitler, o número presente no caderno é usado por neonazistas no mundo todo para simbolizar a sigla “HH”, abreviação da saudação “Heil Hitler”.

Jovem foi apreendido e estava com suástica no braço (Foto: Reprodução)
Jovem foi apreendido e estava com suástica no braço (Foto: Reprodução)

 

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