- Publicidade -
CampinasCotidianoFamília de campineiro morto na guerra da Ucrânia pede ajuda para repatriar corpo

Família de campineiro morto na guerra da Ucrânia pede ajuda para repatriar corpo

Daniel Lucas de Campos morreu na guerra da Ucrânia, em novembro; Prefeitura de Campinas pediu apoio ao embaixador ucraniano

- Publicidade -

A família de Daniel Lucas de Campos, campineiro morto na guerra da Ucrânia, em 21 de novembro, pediu ajuda à Prefeitura de Campinas para repatriar o corpo dele.

Após o pedido, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) encaminhou ofícios pedindo apoio ao Ministério das Relações Exteriores e ao Embaixador da Ucrânia no Brasil. Nos documentos, a Administração municipal apela para que os órgãos auxiliem no trâmite para trazer o corpo de Campos ao Brasil.

- Publicidade -
- Publicidade -

Nos documentos, Saadi pediu para que o embaixador ucraniano ajude na interlocução com autoridades da Ucrânia, acompanhamento do processo de liberação, documentação e traslado do corpo e orientação à família e ao município sobre eventuais procedimentos adicionais.

Em nota, o MRE (Ministério das Relações Exteriores) afirmou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares, nem detalhes sobre a assistência prestada ao caso.

Voluntário na guerra

O campineiro de 32 anos, segundo a família, ingressou voluntariamente ao programa internacional de apoio à Ucrânia. Ele passou por um processo seletivo no Brasil e, em agosto, partiu para a Europa.

Ainda segundo os familiares, ele passou por um treinamento e foi designado para uma missão de campo, quando morreu em um ataque com drones a instalações energéticas. Campos era casado e tinha dois filhos.

- Publicidade -
- Publicidade -

Promessa de salário e expectativa de indenização

Letícia Prado, esposa de Campos, declarou ao g1 Campinas que o campineiro se alistou “pela emoção de fazer o bem” e que recebeu a promessa de uma remuneração mensal de R$ 25 mil.

Segundo ela, o campineiro tinha a expectativa de que a família recebesse uma indenização em caso de morte, já que o contrato previa o pagamento de uma compensação à família em até um ano.

- Publicidade -

Entretanto, a família relata que nunca recebeu o valor integral. Nos dois primeiros meses, Daniel recebeu apenas R$ 7 mil, e nos dois últimos meses não houve qualquer pagamento.

Última conversa e a notícia da morte na guerra da Ucrânia

Daniel vivia com Letícia e os dois filhos em Campinas, onde trabalhava como vendedor de carros. O casal falava diariamente por videochamada.

“Eu perdi o amor da minha vida dias antes de completar 30 anos. Não consigo explicar a dor. Conversamos no domingo, e ele deixou um recado comigo por um amigo, caso algo acontecesse”, relatou a esposa ao g1.

- Publicidade -

Ela conta que percebeu que algo estava errado ao ver relatos de soldados no grupo de familiares.

“Tínhamos um grupo de familiares e eu vi uma movimentação de um soldado revoltado [dizendo] que estavam perdendo muita gente e que aquilo não era vida. Quando ele falou que perderam um soldado de outra equipe, eu já sabia que era ele”.

Corpo retido em Kiev e vaquinha para repatriação

Desde a confirmação da morte, a família tenta trazer o corpo ao Brasil. O MRE arca apenas com o translado entre Kiev e Brasília, segundo os familiares.

Para transportar o corpo até Campinas, parentes e amigos organizaram uma vaquinha online, que arrecadou R$ 11 mil. Porém, mesmo com os recursos, o corpo ainda não deixou Kiev.

“Eles ficam segurando o corpo para perícia. Não passaram data concreta e as informações estão vagas. Daniel merecia demais. E também merece um enterro digno, do jeito que farei de tudo para trazer ele pra casa”, diz Letícia.

Contexto da guerra na Ucrânia

O conflito teve início em 24 de fevereiro de 2022, com a invasão russa ao território ucraniano. No fim de novembro, a Ucrânia anunciou um período de consulta com aliados para buscar um acordo de paz — movimento que ocorre após pressão dos Estados Unidos para a aceitação de um plano negociado com a Rússia.

O documento preliminar, segundo a agência AFP, prevê que Kiev ceda as regiões de Donetsk e Luhansk, que seriam reconhecidas como russas, inclusive pelos EUA. A mesma condição seria aplicada à Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Fique ON

Quer ficar ligado em tudo o que rola em Campinas? Siga o perfil do acidade on Campinas no Instagram e também no Facebook.

Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.

Também estamos on no Threads e no Youtube.

LEIA TAMBÉM

CBF define entrega da taça da Série C à Ponte Preta; veja quando será

Mundial de Clubes, julgamento de Bolsonaro e Virginia: veja o que mais foi buscado no Google em 2025

- Publicidade -
- Publicidade -
Marcos André Andrade
Marcos André Andrade
Marcos André Andrade é formado em jornalismo pela Unesp e pós-graduado em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pelo Senac. No Grupo EP desde 2022, é editor do Tudo EP e foi repórter do acidade on Campinas. Tem passagens pela Band Campinas, Rádio Bandeirantes de Campinas e Rádio Band News de Campinas, onde desempenhou as funções de âncora, editor, produtor e repórter.

veja mais

- Publicidade -
- Publicidade -

Recomendado por Taboola

Notícias Relacionadas