
Familiares de Jean Carlos Novais, de 26 anos, afirmaram que o comerciante suspeito de matar e enterrar o corpo em uma praça de Campinas devia uma quantia de R$ 50 mil à vítima. Jean foi assassinado por um comerciante de 54 anos, com quem já teria trabalhado anteriormente. O homem, proprietário do “Rei do Queijo” confessou o crime e indicou que enterrou o corpo em uma praça em frente ao seu comércio, no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora.
Agora, a Polícia busca informações sobre a quantia e quais seriam os motivos, já que o jovem trabalhou por pouco tempo no comércio e esse valor não seria de uma rescisão trabalhista, por exemplo. O inquérito policial deve ser concluído em 20 dias.
Apesar de confessar o assassinato, o suspeito segue em liberdade e vai responder por homicídio qualificado e omissão de cadáver. A polícia ainda apura as circunstâncias do assassinato e aguardar todos os laudos periciais para definir se vai pedir a prisão temporária do comerciante.
LEIA TAMBÉM
Comerciante mata homem e enterra corpo em praça na região do Taquaral, em Campinas
Vizinhos de comerciante que matou motorista e enterrou corpo em praça ficam em choque
DESAPARECIMENTO E MORTE
A vítima era motorista de APP e estava desaparecida há 10 dias, desde o dia 18 – data em que ocorreu o crime. Segundo a polícia, o comerciante confessou ter assassinado Jean na manhã do dia 18. Depois, o homem se livrou do carro da vítima, e às 22h levou corpo envolvido em um saco plástico, em um carrinho de mão até a praça. O homem enterrou o corpo na praça que fica a poucos metros do próprio comércio.

Segundo a polícia, o comerciante usou produtos químicos para disfarçar o odor forte do corpo. A investigação segue para averiguar se ele teve ajuda de alguém. A vala usada para enterrar a vítima foi feita por um funcionário do comerciante, que acreditou ter cavado o buraco para enterrar um cachorro.
VERSÃO DO ACUSADO
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rui Pegolo, Jean já teria trabalhado para o comerciante, que indicou que estava sendo extorquido pelo ex-funcionário.
“O principal indício que ligou o desaparecimento ao dono do comércio foi o rastreamento do celular da vítima. Na versão do autor, a vítima foi até ele para extorqui-lo. Agora, é isso que a polícia vai apurar no inquérito, se realmente havia essas ameaças e extorsões. A vítima já trabalhou para esse comerciante há anos e segundo o autor, começou a ser procurado pela vítima que estava exigindo dinheiro”, disse.
O delegado disse ainda que o comerciante já era suspeito e tinha negado o crime, mas agora confessou na íntegra o crime. “A polícia já havia ouvido o suspeito em duas oportunidades. Na primeira ele negou, na segunda ele confessou parcialmente, e hoje ele confessou na íntegra que praticou os crimes”, disse.
RELATO DE VIZINHOS
A descoberta do corpo em plena praça deixou moradores do bairro assombrados desde ontem. O tecnólogo em redes Breno Eduardo Salce, que é vizinho do estabelecimento e da praça, relata que foi um choque para todos, ainda mais por conhecerem o autor do crime.
“Todos ficamos muito impressionados, em choque. Tanto pela pessoa que cometeu, que era uma pessoa muito conhecida e querida e não entendemos o motivo, e pela situação, de chegar a fazer uma loucura dessa e enterrar na frente do comércio de onde ele trabalha, e ter um corpo enterrado aqui”, relatou em entrevista ao acidade on.
Segundo Breno, o choque foi ainda maior por nunca esperarem algo em um bairro que é movimentado e não tem registro de casos de violência.
“É um bairro seguro, não falta policiamento, não tem caso de furto, tem poucos casos de roubo, é bem raro, então isso que chama mais atenção, porque é um trecho movimentado. Agora está todo mundo em choque, muita gente até tem parado pra perguntar, porque conheciam ele (o comerciante). É inacreditável”, explicou.
O vizinho também conta que ninguém chegou a suspeitar de nada atípico, já que na praça muitos entulhos e sacos são jogados com frequência.
LEIA MAIS