
Uma festa, realizada neste sábado (20), gerou aglomeração e desrespeitou as normas de distanciamento social para evitar a proliferação do coronavírus em Campinas. O evento reuniu centenas de pessoas e em imagens enviadas à EPTV Campinas é possível ver muita gente sem máscara e sem respeitar o distanciamento mínimo de 1,5 metro de distância (assista abaixo).
Procurada, a Prefeitura de Campinas disse que a Guarda Municipal não recebeu nenhuma denúncia da ocorrência desta festa.
O evento, por sua vez, foi divulgado em uma página do Instagram. De acordo com a publicação, a festa ocorreu em um espaço chamado Mato Dentro, no distrito de Joaquim Egídio.
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SOLICITAÇÃO DE ALVÁRA
Questionado, o proprietário do espaço disse que providenciou toda documentação exigida para liberação da locação, tais como alvará e regulamento do evento, e que a responsabilidade de garantir os protocolos de segurança era da produtora da festa.
“Inclusive, o instrumento particular que firmamos junto ao produtor do evento, atribui total responsabilidade a ele, no que tange a fiscalização das normas de respeito ao combate à covid-19, nos resguardando, outrossim, de qualquer danos e lucros cessantes”, continuou.
Já a Prefeitura confirmou a existência do alvará, mas informou que a produtora que realizou a festa deveria ter cumprido as normas de distanciamento.
“Os eventos devem seguir as regras estabelecidas pelo Plano São Paulo que determina, entre outras medidas, a ocupação de 40 % da capacidade do local, e com todas as pessoas sentadas”, disse a Administração em nota.
O QUE DIZ A PRODUTORA
Procura, a produtora Nato, responsável pelo evento, respondeu que tem seguido todas as normas e horários de funcionamento, e que as imagens e vídeos de gente aglomerada e sem uso de máscara são momentos atípicos e esporádicos, “que não condizem com a realidade do funcionamento do bar”.
“Os seguranças já foram orientados novamente para agirem da forma mais correta possível para seguir as diretrizes das normas do covid-19, e, desta forma, caso os clientes não sigam as normas sejam retirados do estabelecimento”, disse.