Uma força-tarefa entre a Polícia Civil, Ministério Público (Gaeco), Polícia Militar e Polícia Federal faz nesta segunda-feira (16) a segunda fase da Operação Carcará que te a intenção de desarticular organizações criminosas especializadas em roubos a carros-fortes e empresas transportadoras de valores.
A operação abrange 17 cidades do Estado de São Paulo, incluindo grandes centros urbanos como São Paulo, Guarulhos, Ribeirão Preto e Franca, e mobiliza cerca de 400 agentes operacionais, entre Delegados de Polícia, Agentes da Polícia Civil, Policiais Militares, Promotores de Justiça e servidores do Ministério Público. A operação também conta com o apoio logístico de 102 viaturas oficiais e duas aeronaves do Serviço Aéreo Tático da Polícia Militar e Polícia Civil.
Operação Carcará
A segunda fase da Operação Carcará cumpre 15 mandados de prisão temporária e 48 mandados de busca e apreensão, focando no combate a uma rede criminosa, que segundo as investigações, altamente estruturada. As investigações envolvem integrantes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), da Delegacia de Investigações Gerais de Franca, além do Grupo de Repressão a Roubos de Cargas e Caminhões da Polícia Federal e o GAECO de Franca.
O início da investigação ocorreu após uma série de crimes violentos em Ribeirão Preto, incluindo o ataque a um carro-forte na Rodovia Candido Portinari (SP-334), no dia 9 de setembro de 2024. No ataque, os criminosos usaram fuzis, carros blindados e explosivos para tentar roubar o transporte de valores. No entanto, o numerário foi queimado durante a explosão, impedindo a subtração. Durante a fuga, ocorreram confrontos armados com a polícia, resultando em várias pessoas feridas.
Fases anteriores da operação
A primeira fase da Operação Carcará ocorreu em 4 de outubro de 2024, com diligências na comunidade de Paraisópolis e na cidade de Praia Grande. Durante as buscas, um investigado foi morto após reagir a tiros contra os policiais. A operação também resultou na apreensão de armamentos pesados, drogas e documentos falsificados, além da prisão de um foragido da Justiça, com envolvimento em homicídios de policiais militares.
Já em 24 de outubro, outro membro da quadrilha foi preso na cidade de São Paulo, com fuzis, munições e drogas, além de petrechos usados nas atividades criminosas.
Investigação
A segunda fase da operação também visa asfixiar financeiramente a organização criminosa, com o bloqueio, sequestro e apreensão de bens, como ativos financeiros, imóveis e veículos. O objetivo é retirar os recursos ilícitos que sustentam o grupo e realizar a recuperação dos ativos.
A investigação revelou que a organização possui uma estrutura complexa, com várias células interligadas, dificultando o rastreamento e a desarticulação da quadrilha.
A Operação Carcará foi nomeada em homenagem ao Sargento Márcio Ribeiro, do 11º BAEP Ribeirão Preto, que morreu em confronto com os criminosos no dia 11 de setembro de 2024. O sargento, que era conhecido pelos colegas como “Carcará”, foi uma vítima direta da violência promovida pela quadrilha. Sua memória é agora honrada pela força-tarefa que combate essas organizações criminosas.
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